Advogado de direitos humanos é preso com a família

| 10/10/2007 - 00:00


Em uma carta aberta do último dia 21 setembro, enviada ao Congresso e ao Senado dos Estados Unidos, o advogado Gao Zhisheng listou vários abusos sérios aos direitos humanos praticados em nome dos Jogos Olímpicos de 2008, e alertou para que a comunidade internacional não fosse levada pela propaganda do governo chinês.

Subseqüentemente, ele foi preso pelas autoridades chinesas no dia 23 setembro, junto com os demais membros de sua família.

No ano passado, Gao também foi detido e severamente torturado durante vários meses, antes de receber, em dezembro de 2006, três anos de suspensão. Isso ocorreu após cinco anos de uma longa provação por causa de seu trabalho, defendendo os direitos humanos, especialmente de cristãos.

A esposa dele, Geng He e os dois filhos tiveram seus passaportes negados pelo governo chinês.

"Nós apoiamos o senhor Gao e convocamos a comunidade internacional a estar alerta e observar as violações na China durante as preparações para os Jogos Olímpicos de Pequim", afirmou Stuart Windsor, diretor da Christian Solidarity Worldwide (CSW).

"Nós alertamos as autoridades chinesas para a urgência de conceder liberdade religiosa e respeitar os direitos humanos, começando pela liberação de Gao e de sua família, enquanto os olhos da comunidade internacional estão focalizados em Pequim," complementou Stuart Windsor.

Uso de órgãos dos presos condenados à morte

A classe médica chinesa se comprometeu no último fim de semana, perante um encontro da Associação Médica Internacional (AMI) em Copenhague, a acabar com o uso de órgãos de presos condenados à morte no país para fins de transplante, e de criar um código de ética para tais práticas.

Trata-se da primeira vez que a China admite usar compulsoriamente órgãos de presos condenados à morte em transplantes, especialmente rins, fígados e córneas. Até então, Pequim vinha dizendo que os presos autorizavam voluntariamente a doação antes da execução.

A China é o país que mais executa prisioneiros no mundo, uma média de 1.700 por ano, segundo o próprio governo. Mas entidades de defesa de direitos humanos dizem que este número é bem maior.

Estas entidades sempre criticaram a China afirmando que prisioneiros no corredor da morte não se sentem de fato livres para consentir os transplantes e que as doações eram, de fato, compulsórias.

(Texto acrescido de informações da Ag. O Globo)


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