Mamãe, Jesus não vai devolver o papai para nós?

Noite do último domingo, na volta do culto para casa, uma pequena voz triste veio do assento de trás do carro. "Mamãe, eu sinto tanta falta do meu pai... Jesus não vai devolvê-lo para nós?"

A mãe suspirou, virou-se do assento dianteiro e explicou suavemente mais uma vez para a filha de 6 anos: "Esther, Jesus decidiu levar o papai ao céu, para estar com Ele. Assim, temos que esperar até Jesus nos levar ao céu para ver o papai novamente".

A pequena menina pensou durante alguns segundos e então declarou: "Bem, se o papai não voltar logo, então eu também quero ir para céu!".

Mais de cinco meses se passaram desde que o pai de Esther Aydin foi linchado, torturado e morto a facadas numa cidade oriental da Turquia, Malatya, por cinco jovens muçulmanos que admitiram o ato "em nome da religião."

Mas Esther e o irmão dela, de 7 anos, ainda estão lutando dolorosamente contra a perda do pai, Necati Aydin, que dividiu o martírio no dia 18 de abril com outro cristão turco, Ugur Yuksel e o alemão, também cristão, Tilmann Geske (leia mais).

Estes cristãos tiveram suas mãos atadas, foram espancados, torturados e tiveram suas gargantas cortadas.

Os assassinos pareceram observar uma instrução alcorânica para "golpear o terror nos corações de incrédulos" a partir de golpes contra o pescoço e os dedos (Surata 8.12).

Você está chorando pelo papai?

Certo dia, perto da hora de dormir, Elisha perguntou: "Mamãe, você está chorando pelo papai?" .

A mãe admitiu que estava sendo difícil para ela chorar a morte dele desde então, e disse: "Eu estou chorando diariamente em meu coração, Elisha".

Tentando a confortar de forma corajosa, Elisha respondeu: "Você não precisa chorar, mamãe. Nós sabemos que ele está no céu com Jesus, junto com Tio Ugur e Tio Tilmann".

Mas, algumas noites depois, ele não resistiu e caiu em lágrimas, aproveitando para desabafar sobre seus próprios medos, e admitindo que estava apavorado com a idéia de que ela também poderia morrer.

Mãe pede orações

Para Semse Aydin, que falou durante um culto em memória destes mártires em Istambul com os colegas do marido que trabalhavam com ele na editora cristã Zirve, o choque da morte cruel e súbita ainda a atinge todas as manhãs ao despertar.

Igualmente doloroso, ela disse, é saber que Elisha e Esther crescerão sem o amor e a criação do pai. "Por favor, orem por nós."

Casos como esse fazem parte da realidade das crianças que vivem em países onde há perseguição religiosa. Leia nosso especial.

Por isso, hoje, no dia que se convencionou chamar de Dia das Crianças, lembre-se de orar por esses pequeninos para que tenham uma vida firmada em Cristo e tenham todas as suas necessidades físicas, psicológicas e espirituais supridas.