O Paquistão precisa de nossas orações

O presidente paquistanês, Pervez Musharraf, impôs um estado de exceção no último sábado, dissolveu a Constituição do país e a Suprema Corte.

Isso significa que a partir de agora o governo pode prender qualquer cidadão indiscriminadamente, pode censurar os meios de comunicação e impor sua própria vontade. Esse contexto nos deixa em alerta de oração por nossos irmãos cristãos.

Todas estas ameaças já estão sendo colocadas em prática. As transmissões das redes de televisão e mídia eletrônica já foram suspensas. Advogados que protestaram hoje por conta da dissolução da Suprema Corte foram presos. Estima-se que 400 deles estejam atrás das grades. No domingo, o governo prendeu sem qualquer acusação entre 300 e 500 pessoas declaradas como “opositoras”.

Se os cristãos já eram perseguidos antes, podemos imaginar o que eles poderão enfrentar a partir de agora. Eles também integram a lista de “opositores” ao regime de Musharraf.

Leia um pouco sobre alguns deles que foram presos antes de todo esse tumulto político em nossa página especial dos aprisionados por causa da fé.

O Paquistão é um país de maioria muçulmana. Os cristãos constituem apenas 1,3% da população e os hindus 1,5%. Os demais professam o islamismo.

Pervez Musharraf declarou o estado de exceção alegando o aumento da violência extremista e a interferência do Poder Judiciário na política do governo, mas a oposição acredita que ele tenha tomado a decisão para evitar uma decisão da Suprema Corte que poderia invalidar sua recente reeleição como presidente.

O primeiro-ministro Shaukat Aziz disse que as eleições nacionais, marcadas para janeiro, poderão ser adiadas por "até um ano", mas se recusou a dizer quanto tempo o estado de exceção irá durar.

Instabilidade política

Nos últimos meses, o Paquistão, um importante aliado dos Estados Unidos na Ásia, tem sido palco de instabilidade política, com a diminuição crescente da popularidade do presidente Musharraf – que chegou ao poder em um golpe de estado em 1999.

Buscando uma base mais forte de sustentação política, Musharraf se aproximou da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, líder do maior partido do país, que retornou no mês passado ao Paquistão após oito anos de exílio voluntário.

Musharraf alega que agiu em resposta ao aumento da militância islâmica no país e ao que ele chamou de paralisia do governo por causa da interferência do Judiciário.

Pedidos de oração

- Ore para que o Senhor feche os olhos das autoridades que estão à caça de opositores cristãos. Que haja impedimento contra qualquer tentativa de eliminar o cristianismo do país.

- Peça sabedoria, coragem e persistência aos que estão perseguidos e encarcerados