Fugir da Coréia do Norte é praticamente impossível

| 30/11/2007 - 00:00


A fronteira da Coréia do Norte com a China é protegida pelos melhores dos soldados norte-coreanos. No lado chinês da fronteira, há cercas com quilômetros de extensão e câmeras de vídeo foram instaladas.

A Coréia do Norte também começa a erguer cercas. Além disso, o exército norte-coreano colocou armadilhas – buracos camuflados no chão com bambus afiados dentro deles.

Fugir se tornou praticamente impossível, a não ser que se pague um "guia" e se suborne os guardas no lado norte-coreano da fronteira.

Iscas humanas

Suzanne Scholte, presidente da Coalizão pela Liberdade na Coréia do Norte, acrescenta: Durante muitos anos, tanto o governo chinês como o norte-coreano programou medidas para fechar a fronteira. Atualmente, as autoridades chinesas trabalham de maneira mais agressiva juntamente com as norte-coreanas para "caçar" e deportar os refugiados norte-coreanos.

Ouvimos várias declarações de que agentes norte-coreanos se passam por refugiados para enganar tanto ativistas humanitários quanto refugiados e torná-los parte dessa operação.

Até mesmo refugiados presos estão sendo usados como "isca" para atrair as pessoas envolvidas no processo de resgate para que as autoridades chinesas possam prendê-las.

"É curioso que essas atitudes estejam sendo intensificadas enquanto a China se preocupa com os Jogos Olímpicos de 2008 do qual será sede. O país não pode arriscar que a comunidade mundial testemunhe o tratamento terrível que está dando aos refugiados norte-coreanos. Então, eles esperam acabar com o problema mandando-os de volta para casa, onde os refugiados enfrentarão prisões, tortura e até mesmo execução por terem fugido do país. Que ironia que um evento que procura promover a boa vontade entre os povos esteja fazendo com que os chineses tratem seus vizinhos com tamanha brutalidade!"

Participe do protesto

Manifestações e vigílias de oração promovidas pela Coligação de Liberdade da Coréia do Norte serão realizadas nas representações diplomáticas da China em países como Austrália, Canadá, Bélgica, França, Alemanha, Holanda, Japão, Noruega, Polônia, Coréia do Sul e Reino Unido.

No Brasil, o protesto começa às 9h30 deste sábado (dia 1º de dezembro) e termina ao meio-dia nas representações diplomáticas chinesas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro
Consulado Geral da República Popular da China
Fax (0--21) 2551-5736
E-mail: chinaconsul_rj_br@mfa.gov.cn
Rua Muniz Barreto, 715, Botafogo,
Rio de Janeiro - RJ

São Paulo
Consulado Geral da República Popular da China
Fax (0--11) 3062-4396
E-mail: consuladodachina@terra.com.br
Rua Estados Unidos, 1071, Jardim América,
São Paulo - SP

As pessoas que moram em outras cidades podem participar enviando um fax ou e-mail para:

Brasília - Embaixada da República Popular da China
Fax: (0--61) 346-3299
E-mail: chinaemb_br@mfa.gov.cn

Por favor, para que possamos quantificar o número de protestos, envie uma cópia da sua manifestação escrita para o email: mobilizacaocoreiadonorte@gmail.com

A Coligação de Liberdade da Coréia do Norte reúne organizações não governamentais, de direitos humanos e religiosas americanas e coreanas, cujo principal objetivo é levar liberdade ao povo da Coréia do Norte e assegurar que os direitos humanos e a política mundial com relação à Coréia do Norte recebam atenção prioritária. Para conhecer o site (em inglês) da coligação, clique: http://www.nkfreedom.org

Saiba mais sobre a situação deste país lendo o livro “Fuga da Coréia do Norte”, de Paul Estabrooks, que acaba de ser lançado pela Portas Abertas.


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