Integrantes do Jemaah Islamiyah passarão 15 anos na prisão

A Justiça da Indonésia declarou o grupo militante asiático Jemaah Islamiyah como organização terrorista e sentenciou os seus dois líderes a 15 anos de prisão. Abu Dujana, comandante da facção, foi considerado culpado de conspiração em ataques terroristas, tráfico de armas e por abrigar fugitivos. Zarkasih, que dirigia a o grupo desde 2005, foi condenado pelas mesmas acusações, mas por um tribunal diferente. Ambos estavam diretamente envolvidos em ataques contra cristãos.

A Jemaah Islamiya, considerada o braço da rede Al-Qaeda na Ásia, é acusada de cometer os atentados de Bali em 2002 e 2005, que mataram mais de 240 pessoas, e os ataques contra o Hotel Marriott e a Embaixada da Austrália em Jacarta, em 2004. Grande parte das vítimas era de turistas do resort. Porém, Dujana e Zarkasih não foram condenados formalmente pelos dois ataques.

Eles também são apontados como os autores da decapitação de três meninas cristãs em Poso, em 2005, mas também não foram condenados por essa acusação ( relembre o caso).

Processo inclui ordem de ataque a cristãos

O juiz Wahjono sentenciou Abu Dujana a 15 anos de prisão, levando em conta uma série de ações públicas consideradas como terrorismo. Ele disse ainda que estava convencido do papel de Dujana na libertação de terroristas detidos.

Questionado se apelaria da sentença, o líder extremista de 37 anos do grupo islâmico afirmou que "pensará no assunto."

No inquérito de 35 páginas de Abu Dujana, as autoridades incluíram a acusação de ter autorizado o uso de explosivos em ataques contra cristãos em Poso, no centro de Sulawesi, uma área de constantes tensões intereligiosas.

Organização terrorista

Em um outro julgamento, o juiz Risdianto afirmou que Zarkasih, de 45 anos, teve a sentença reduzida pois ele liderou a célula terrorista por pouco tempo. A autoridade citou ainda o seu bom comportamento na prisão.

A organização terrorista deseja a criação de um califado islâmico no Sudeste Asiático muçulmano. A Indonésia, país com a maior população muçulmana do mundo - mais de 200 milhões - viu o radicalismo religioso ressurgir nos últimos anos pelas mãos de alguns grupos islâmicos, apesar de a maioria dos praticantes do islamismo neste país ser considerada moderada em comparação com outras nações.

(Texto acrescido de informações da Voz dos Mártires)