Zhou Heng sai da prisão por "falta de evidências"

O líder chinês Zhou Heng, preso com um carregamento de Bíblias no ano passado, deixou a prisão no dia 8 de abril, depois que um procurador de justiça entendeu que não havia evidência suficiente para processá-lo e mantê-lo preso.


Em uma carta obtida pela "Bosnewslife", Zhou Heng agradece a todas as irmãs e irmãos, amigos da China, da América, Europa e demais regiões do mundo pelo carinho e orações feitas durante o período em que ele esteve preso.

Zhou, que é gerente de uma livraria cristã registrada na China, a Yayi Christian Book, foi preso no dia 3 de agosto em Urumqi, capital da regiâo autônoma chinesa de Xinjiang, com 5184 exemplares de Bíblias ( relembre o caso).

Acusação equivocada

As Bíblias foram aparentemente doadas por igrejas da Coréia do Sul para distribuição gratuita entre cristãos chineses de poucos recursos. Contudo, o tribunal disse que a detenção dele sob a acusação de "impressão ilegal de Bíblias" era equivocada, visto que não havia qualquer evidência disso.

Segundo o procurador do distrito de Shayibake, após a revisão do caso por duas vezes e uma investigação apurada, ficou claro que a acusação não se baseava em fatos concretos e que não existiam evidências suficientes para a abertura de um processo criminal contra o réu.

Zhou contou que a decisão já havia sido proferida em fevereiro , mas que ele só voltou para casa recentemente. Ele disse que ainda está se recuperando "do tratamento desumano" que passou na prisão. "No primeiro mês fui forçado a dormir no chão de concreto sem camisa ou qualquer proteção", contou o líder cristão. 

Ele só recebeu uma cama após intervenção da Associação de Ajuda à China (CAA, sigla em inglês). O cristão dividiu uma cela com outros 14 detentos que receberam ordens de policiais de baterem nele e testemunharem contra ele.

A libertação de Zhou Heng acontece após a forte pressão internacional que cristãos em todo o mundo estão fazendo junto ao governo chinês contra a detenção em massa de pastores, missionários e religiosos, na véspera dos Jogos Olímpicos de 2008.