Suprema Corte começa a rever o caso 223 de Acteal

| 16/06/2008 - 00:00


No próximo dia 20 de junho o Supremo Tribunal do México dará início a revisão de um dos três casos de Acteal (223/97), que envolve 17 pessoas. Por isso iniciamos uma campanha de oração a fim de que a verdade e a justiça prevaleçam. O resultado deve ser divulgado no dia 22 de junho.

O caso 46/98, que também será revisto pelo Supremo Tribunal, está marcado para uma data posterior. A revisão do caso 224 ainda não foi marcada. Sabemos que as futuras revisões serão especialmente influenciadas pelo que acontecer nesse primeiro caso (223).

Há cinco juízes envolvidos nessa revisão. Ao que parece, quatro deles estão divididos entre inocência e culpa dos envolvidos. Estima-se que o quinto juiz esteja neutro. Nossa oração é para que cada um dos cinco juízes possa decidir em favor da inocência dos prisioneiros.

Pedidos de Oração:

- Ore para que a verdade e a justiça prevaleçam, a despeito das pressões políticas

- Ore pela habilidade dos advogados que representam os prisioneiros de Acteal a fim de que sejam humildes, sábios e sagazes como a serpente

- Ore para que uma revisão positiva deste primeiro caso seja estendida aos casos 46 e 224

Entenda o caso

Em 22 de dezembro de 1997, uma tragédia aconteceu na vila de Acteal, localizada no município de Chenalho, no conturbado Estado de Chiapas, no extremo sul do México. Antigas diferenças ideológicas e políticas levaram a um confronto armado resultando na morte brutal de 45 índios tzotzil, 37 deles eram mulheres e crianças.

A perseguição aos criminosos resultou na prisão de 90 pessoas das quais 83 foram presas injustamente. Nove homens confessaram a atrocidade. Aproximadamente 60% dos prisioneiros do caso Acteal são cristãos que foram envolvidos no caso por causa de sua fé.

Os homens presos foram julgados em três grupos ou casos. Os 23 homens do caso 224/97 estão cumprindo sentenças de 36 anos pelo assassinato de 45 pessoas. Inicialmente, 19 homens estavam no segundo caso (223/97), porém um morreu de câncer na prisão (Gregorio Vásquez Lopez) e outro foi liberado por bom comportamento e porque ele era menor, deixando assim 17 pessoas no caso. Os 39 homens do terceiro grupo, caso 46/98, receberam sentenças de 25 anos.

Hoje, nove anos depois, 79 pessoas permanecem presas por supostamente terem participado dos assassinatos. Estes chefes de família foram presos em locais distantes de suas comunidades e enfrentam um processo interminável. Eles não podem sustentar seus entes queridos.

Apesar de um caso ter chegado a uma sentença final pelo homicídio de 45 pessoas em Acteal, os outros casos permanecem abertos, ainda sujeitos a apelação, ou a procedimentos sumários relacionados com a proteção dos direitos e garantias constitucionais. As condenações iniciais foram anuladas várias vezes. Não se sabe se a revisão será de fato positiva para os envolvidos.


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