Clero protestante precisa ser mais pró-ativo, aponta estudo

| 29/06/2008 - 00:00


O Instituto de Pesquisa para Evangelismo e Desenvolvimento da Igreja, da Universidade de Greifswald, na Alemanha, fez um estudo detalhado das atitudes do clero protestante no que se refere ao evangelismo.

O clima para evangelizar na Alemanha melhorou, mas uma proporção significativa do clero protestante ainda possui certas reservas quanto à prática da expansão da Palavra de Deus.

Em geral, a geração mais jovem de teólogos ligados a igrejas protestantes ficou mais aberta para as atividades evangelísticas.

O instituto identificou cinco tipos de clero - do entusiasta evangelístico ao crítico global. Um tipo foi rotulado como "indiferente." Esse tipo de ministro nunca assume responsabilidade pessoal por um evento evangelístico, mas estaria preparado para estender convites a eventos externos se solicitado.

Por outro lado, o "crítico global" não estaria preparado para dar algum apoio. O "entusiasta" organiza programas evangelísticos regularmente. "Os críticos leais apóiam alegremente as atividades de evangelismo, mas têm reservas sobre certos aspectos, como os apelos para ir até o altar.”

A quinta categoria é descrita como a dos "evangelistas críticos." Embora interessados em pessoas para a igreja, eles olham para o evangelismo com profunda suspeita.

Preocupação com o rebanho

O estudo foi administrado em nome do projeto de evangelismo Pró-Cristo e mostra que o evangelismo não é uma parte integrante do ministério clerical. A preocupação principal deles é com o cuidado espiritual do rebanho, não com o aumento dele.

Como enfatiza o instituto, a noção tradicional é a de que a fé na maioria das igrejas alemãs é despertada quase que automaticamente pela socialização na igreja.

Essa atitude, entretanto, não será mais suficente para garantir o futuro. No geral, segundo o estudo, os clérigos alemães sentem certa insegurança em propagar a fé cristã. Mas, se não houver mudança, as igrejas correrão o risco de decair em número de membros e freqüentadores.

O nominalismo prevalece na pátria de Martinho Lutero. Embora 60% dos 82 milhões de habitantes da Alemanha sejam, por uma questão de batismo quando crianças, católicos ou protestantes, a freqüência nas igrejas é baixa. Só entre 4% a 5% dos 25 milhões de membros das igrejas protestantes freqüentam os cultos aos domingos.


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