O reavivamento do humanismo secular em destaque

| 24/07/2008 - 00:00


Indubitavelmente, o humanismo secular é uma das questões críticas com a qual a igreja cristã se defronta há décadas. Esse assunto, com o advento da globalização, torna-se ainda mais ameaçador.

O reverendo Nana Anyani-Boadum, ministro reverendo sênior ganense e supervisor geral do Jesus Generation Sanctuary and Evangelistic Ministries ".

O livro, pouco mais de um mês após seu lançamento, já conquistou uma importante fatia do mercado editorial de Gana, e espera-se que ele abale as estruturas sócio-políticas do país e de outros e também desafie os líderes cristãos e as instituições relevantes a ficar em guarda contra essa tendência.

Na introdução, o reverendo Anyani-Boadum observa que Satanás busca atacar a verdade fundamental da doutrina da criação, ao tentar, de todas as formas possíveis, transferir a fonte de verdade da doutrina bíblica para a ciência e a razão, apresentando-as como as únicas fontes da verdade.

Repúdio à Bíblia

“Os secularistas, de forma deliberada, iniciaram, por volta dos séculos 14 e 15, durante o período da Renascença — termo cujo sentido é ‘renascimento’, ‘ressurgimento’ ou ‘novo despertar’ — uma campanha para repudiar a Bíblia como a fonte de verdade”, afirma ele.

O ministro reverendo revelou que os secularistas contestam a autenticidade dos milagres registrados na Bíblia e os descrevem como propaganda feita pelos autores, enquanto insistem que a vida acaba com a morte, não havendo nenhuma evidência crível de uma vida consciente ou coesa após a morte.

“Uma leitura do manifesto humanista, publicado em um número da revista "New Humanist"(VI: 3:1-5), em maio/junho de 1933, indica que os humanistas seculares valorizam a razão e a evidência factual, e não a fé.

Eles rejeitam o conceito de um Deus pessoal e consideram os homens seres superiores. Daí, segue-se a seguinte conclusão: a rejeição do universo criado em favor da teoria da evolução e de um universo que obedece às leis naturais; a rejeição da ética e de códigos morais inspirados por Deus, em favor de códigos derivados da razão; a crença de que toda a responsabilidade pelo futuro do mundo, incluindo o sistema político e a ecologia, é da humanidade; a afirmação de que não há Deus no céu para intervir a nosso favor e nos salvar do desastre”, afirma o reverendo Anayani-Boadum.

A era cibernética

O ministro reverendo expressa seu temor de que a sociedade se aproxima, gradualmente, do momento em que a inteligência artificial poderá ser utilizada na fabricação de máquinas chamada cibernéticas, máquinas essas que podem pensar e se comunicar emocionalmente com as pessoas.

Ele acrescenta que o humanista ensina que a humanidade é seu próprio padrão para tudo. “Culturas inteiras são empobrecidas por essas teorias e filosofias. A família, uma das mais importantes instituições da sociedade, está sob ataque”, indica ele.

O reverendo Anyani-Boadum revela que, na Holanda, há um partido político emergente, The Party for Brotherly Love, Freedom and Democracy(PNVD), que faz campanha em favor da diminuição da idade legal para o consentimento sexual e da legalização da pornografia infantil.

Unidade familiar em declínio

“Hoje, por intermédio dos efeitos do secularismo, as crianças não consideram mais a casa como a unidade familiar e vivem em uma sociedade em que as atividades e as instituições têm um sistema de valores frouxo, ou este simplesmente inexiste.

A educação geral, em muitos países, foi assumida pelo Estado. E os pais não percebem que, cedo ou tarde, questões referentes aos padrões absolutos por intermédio dos quais se determina o que é certo e errado não mais serão tolerados. As crianças aprendem que tudo é relativo, e que não há absolutos.

A Bíblia, para muitas pessoas, é um livro que não precisa ser aberto. Na verdade, viver no século 21 e nos séculos subseqüentes com essa cultura humanista é algo, realmente, atordoante. Essa é uma cultura difícil de explicar.

A capacidade dos seres humanos de iludirem a si mesmos e o amor que devotam à conspiração ajudam a criar um ambiente aceitável para que, em nossa sociedade, os comportamentos imorais e antiéticos fiquem em destaque; enquanto o senso comum, a verdade e a justiça ficam em segundo plano e têm pouca ou nenhuma expressão”, diz o autor.

Um mundo sem respeito e valores

Reiterando o chamado para que a igreja se levante contra essa tendência do humanismo secular, o reverendo Anyani-Boadum observa que se essa tendência não for detida, nos anos futuros veremos muito do humanismo autônomo, uma cultura que não tem respeito por qualquer autoridade moral, levando o mundo ao autogoverno ou total liberdade sem qualquer forma de restrição.

A liberação das leis de aborto, o surgimento de casamentos do mesmo sexo, a mudança na percepção ética e/ou influência nos setores educacionais, estas são algumas das questões com as quais se penaliza.

Ele observa que não tem havido muito envolvimento de cristãos no governo político da maioria dos países, e, por isso, a igreja sempre fica em segundo plano no que diz respeito à tomada de decisões. Ele, portanto, desafia os cristãos a se envolver com o governo político, uma das formas por meio das quais eles podem instigar o temor a Deus e proteger o futuro moral da nossa sociedade.

Cristãos na política

“Na África, há um debate silencioso entre os cristãos quanto a se é saudável para eles se envolverem ativamente com a política. Há muitas razões para esse temor. Em grande parte, isso tem que ver com a forma como alguns políticos se comportam assim que são eleitos. Eles, da noite para o dia, alcançam posições influentes e a ostentação da riqueza, em muitos casos, resultante da corrupção, o que dá credibilidade ao pressuposto de que para ser um bom cristão é preciso ficar fora da política de partidos”, afirma ele.

O ministro reverendo afirma que os cristãos que se afastam das responsabilidades civis representam uma ameaça para a forma como queremos que a sociedade seja governada.

“Se essa tendência de desencantamento político por parte dos cristãos persistir, o cenário político será controlado por alguns interesses específicos, e estes podem ser totalmente ateístas. Precisamos nos envolver com a política não só como um interesse pessoal, mas para trabalhar e estabelecer um padrão político mais elevado, fundamentado nos valores morais e espirituais”, afirma ele.


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