Cristãos recebem "convite" para deixarem o país

A organização norte-americana de defesa dos direitos humanos International Christian Concern (www.persecution.org) denunciou a ameaça de deportação a 14 cristãos na Arábia Saudita, sob a acusação de manterem encontros privados de oração numa casa da cidade de Taif.

Os acontecimentos teriam ocorrido no dia 25 de abril, quando um grupo de policiais sauditas entrou numa casa onde os 15 cristãos estavam reunidos em oração. Os presentes foram ameaçados com uma pistola e todo o edifício foi revistado.

Na ação, a polícia confiscou 20 bíblias, alguns livros cristãos e cerca de 90 euros numa caixa de ofertas.

Acusação muda

Inicialmente, as autoridades acusaram os cristãos de pregarem a Bíblia e de cantar. Posteriormente, as acusações foram mudadas para recolhimento de dinheiro com o intuito de apoiar o terrorismo e a organização de uma festa de dança.

Após os interrogatórios, os cristãos foram presos e só vieram a ser libertados quase três dias depois. Um deles foi imediatamente deportado e os restantes receberam cartas, nos últimos dias, exigindo que saíssem do país até ao dia 15 de agosto, sob pena de serem deportados.

A decisão das autoridades sauditas contradiz as intenções recentemente assumidas pelo Rei Abdullah, que se apresentou como um promotor do diálogo entre cristãos, muçulmanos e judeus, tendo inclusive promovido em Madrid uma grande conferência inter-religiosa.