Vila oprime cristãos com consentimento das autoridades

Várias fontes confirmaram que o governo da província de Saravan tem oprimido os cristãos do distrito de Ta"oih.

Em 8 de setembro, as autoridades do distrito e da província se reuniram na vila de Katin, afirmando que a reunião havia sido solicitada pelo governo central, em resposta à especulação internacional sobre abuso de liberdade religiosa na vila.

Segundo o Human Rights Watch for Lao Religious Freedom (HRWLRF), os visitantes conversaram com os líderes e moradores da vila sobre o decreto Administração e Proteção de Atividades Religiosas de 2002 – ele afirma que se não havia cristãos em determinada vila antes da chegada do comunismo, em 1975, deve-se pedir permissão para se converter.

Eles também pediram que a vila respeitasse as leis religiosas da nação.

Quando indagado pelos cristãos, o chefe da Frente Nacional para Reconstrução – um órgão para assuntos religiosos – de outra província afirmou que, de acordo com o decreto emito pelo governo em 2002, a permissão era necessária.

Eles também alertaram os cristãos de que o direito a professa uma fé só se manteria caso eles cooperassem com as autoridades da vila e não tivessem sido subornados para se converter.

Roubo e intimidação

Na sexta-feira, dia 12, entretanto, a direção da vila roubou um búfalo que pertencia a um cristão, chamado Bunchu.  Ele foi informado de que o animal só seria devolvido se desistisse do cristianismo. O búfalo, avaliado em torno de US$ 350 e vital para a agricultura, era um bem familiar supervalorizado.
 
Quando Bunchu disse que não desistira, os líderes da vila abateram o búfalo e distribuíram a carne a todos as família não-cristãs da vila. Disseram aos cristãos que continuariam a tomar o gado deles até que renunciassem ao cristianismo.

Em 21 de julho, os moradores dessa vila mataram um cristão. Em outro incidente, quatro dias depois, as autoridades prenderam 80 cristãos na escola local, deixando-os sem comer por três dias a fim de forçar os adultos a assinar documentos que provam seu desligamento do cristianismo.