Mortes e estupro continuam na Índia

A onda de ataques aos cristãos, iniciada há um mês no Estado de Orissa, segue com casos de mortes, estupro e incêndios.

“O clima no distrito de Kandhamal ainda é instável”, comentou um advogado que visitava a área para ajudar legalmente as vítimas. Ele comentou que na noite de 23 de setembro, ele estava a caminho de Raikia, mas, um pouco antes de chegar, soube que a delegacia havia sido atacada e que os policiais abriram fogo. “Tivemos de fugir de Kandhamal na hora.”

Segundo o The Indian Express, cerca de 2 mil pessoas havia cercado a delegacia de Raikia naquela noite, exigindo a libertação de duas pessoas da vila, presas sob acusações de incêndio e desordem.

O pessoal da Central de Força Policial Reserva, um órgão federal, abriu fogo para evitar que a delegacia fosse atacada. Uma pessoa morreu e duas ficaram seriamente feridas.

O advogado disse que extremistas hindus destruíram toda a infra-estrutura de comunicação em Kandhamal, incluindo redes de celular. Também bloquearam algumas estradas com árvores e pedras.

O jornal Dharitri, no idioma oriya, relatou que uma mulher de 20 anos foi estuprada por 15 homens no dia 21 de setembro. O crime aconteceu em Kandhamal.

Acredita-se que vítima, que vivia num campo de refugiados, é cristã. Ela saiu do campo para visitar sua avó. Os homens atacaram a casa e levaram a jovem para um bosque próximo dali. O incidente foi confirmado pela polícia.

Em outro caso, relatado pela Press Trust da Índia, Iswar Digal, refugiado no campo de Ghumusar Udayagiri, desapareceu depois de visitar seu pai na sexta-feira 19 de setembro.

Acredita-se que ele também seja cristão.

Para sua esposa, Runima Digal, Iswar foi morto por extremistas hindus. Ela disse que seu marido foi proibido de voltar à vila, a menos que se convertesse. Ela prestou queixa de assassinato na delegacia, mas os policiais registraram como sendo um caso de seqüestro.