Depois de mais ataques, grupos hindus são questionados

| 29/09/2008 - 00:00


Em meio às tensões persistentes em várias partes do país após a violência em Orissa, dois católicos foram encontrados mortos em 22 de setembro no distrito de Dehra Dun, Estado de Uttarakhand (anteriormente conhecido como Uttaranchal), ao norte da Índia.

Um pregador católico de 56 anos, Sadhu Astey, e sua discípula, identificada apenas como Mercy (Misericórdia), de 32 anos, foram encontrados estrangulados no centro de oração que dirigiam.

A polícia disse que os moradores ficaram desconfiados ao notarem que não havia tido movimentos no centro de oração nos dois dias anteriores. Então informaram os policiais. O centro havia sido saqueado.

“Estamos investigando estes assassinatos para saber se foram cometidos por gângsteres com intenção de saquear, ou se há algo a mais”, disse o Inspetor de Polícia Harish Verma à imprensa. O Dr. Sajan K. George, do Conselho Global de Cristãos Indianos, disse que suspeitava que extremistas hindus estivessem por trás da matança.

O jornal The Tribune disse que este foi o quarto ataque contra cristãos no distrito de Dehra Dun nos últimos meses.

“Ativistas de Sangh Parivar (família de grupos nacionalistas hindus liderados por Rashtriya Swayamsevak Sangh – o RSS) atacaram missionários cristãos em 15 de agosto, quando distribuíam folhetos”, relatou o diário. “Eles foram levados para a delegacia de polícia e espancados. Curiosamente, em vez de tomar alguma atitude contra os agressores, a polícia deteve os líderes cristãos por nove horas”.

Os cristãos também foram agredidos nessa área nos dias 4 e 22 de junho, acrescentou o diário.

O Estado de Uttarakhand é governado pelo partido nacionalista hindu Bharatiya Janata (BJP).

Proibição de extremismo – ou de conversão

Seguindo-se à onda de ataques anticristãos em várias partes da Índia, a Comissão Nacional pelas Minorias está estudando um boicote à organização militante hindu Bajrang Dal.

O The Hindustan Times disse que a Comissão estava trabalhando por uma decisão unânime que buscasse medidas duras contra a Bajrang Dal, pois seu envolvimento em “ataques freqüentes contra as minorias e seus locais de adoração por todo o país foi mais do que comprovado”.

H.D. Deve Gowda, ex-primeiro ministro da Índia e chefe do partido Janata Dal, de Karnataka, também exigiu um boicote ao Bajrang Dal durante um protesto passivo em Déli. Diversos outros partidos políticos também encorajaram o governo federal a boicotar o Bajrang Dal.

Mas um líder do BJP, Venkaiah Naidu, denominou a conversão como a raiz da violência e dos distúrbios sociais, dizendo que uma lei federal para impedir conversão religiosa em todo o país seria proposta, caso o BJP retomasse o poder nas eleições gerais que deverão ocorrer no início do próximo ano.

O líder do BJP também pediu ao governo do Estado de Orissa que implementasse com rigor a lei anti-conversão existente no Estado.

O governo central, dirigido pelo VHP, provavelmente deliberará maneiras para intensificar mais a campanha contra conversões religiosas no distrito de Kandhamal, Orissa, em seus dois dias de “sessão de lavagem cerebral”, em Déli, relatou o diário The Statesman.

A Federação das Organizações Cristãs Indo-Americanas da América do Norte (FIACONA) fez uma assembléia na Praça Lafayette, em frente à Casa Branca, em Washington, D.C, no dia 25 de setembro, durante o encontro do Primeiro Ministro Singh com o Presidente dos EUA George W. Bush, para exigir um fim à violência contra os cristãos na Índia.

A Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional enviou uma carta ao Presidente Bush encorajando-o a tratar de preocupações urgentes sobre liberdade religiosa na Índia, durante seu encontro com o Primeiro-Ministro Sing.


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