Cristão somali é agredido por muçulmanos na Etiópia

Em 20 de setembro extremistas islâmicos espancaram Ibrahim Yusuf, 35 (nome modificado por motivos de segurança), um líder da igreja somali, na região de Saris em Adis-Abeba, capital da Etiópia.

Yusuf, que mora em outra região de Adis-Abeba, foi a Saris para pegar documentos deixados por um falecido amigo, David Abdulwahab Mohamed Ali.

De acordo com Yusuf, um muçulmano somali entrou na casa onde os documentos estavam guardados e exigiu que se Yusuf lhe mostrasse os papéis. Diante da recusa, o muçulmano o ameaçou e saiu.

Horas mais tarde, em posse dos documentos, Yusuf saiu, mas foi pego por muçulmanos que lhe deram chutes e socos até que desmaiasse. Mesmo desacordado, os homens continuaram a agredi-lo cruelmente por, pelo menos, mais 15 minutos, segundo o relatório policial.

Os agressores fugiram quando a polícia chegou. Yusuf foi levado a uma clínica  em Adis-Abeba, onde foi tratado e recuperou a consciência. Sofreu lacerações e teve contusões no rim e na cabeça.

Dois dos muçulmanos que o atacaram foram presos em 21 de setembro. Os outros permanecem foragidos.

Os documentos estão seguros.

A região de Saris é uma das “pequenas Mogadíscio” de Adis-Abeba, formadas por refugiados das guerras na Somália.

Quando muçulmanos se convertem ao cristianismo na Somália, enfrentam a morte. Somente nos últimos 12 meses, cinco somalis convertidos ao cristianismo foram mortos. Até mesmo somalis que vivem em países vizinhos como Etiópia e Quênia, enfrentam perseguição de seus compatriotas.