Cristão somali é agredido por muçulmanos na Etiópia

| 06/10/2008 - 00:00


Em 20 de setembro extremistas islâmicos espancaram Ibrahim Yusuf, 35 (nome modificado por motivos de segurança), um líder da igreja somali, na região de Saris em Adis-Abeba, capital da Etiópia.

Yusuf, que mora em outra região de Adis-Abeba, foi a Saris para pegar documentos deixados por um falecido amigo, David Abdulwahab Mohamed Ali.

De acordo com Yusuf, um muçulmano somali entrou na casa onde os documentos estavam guardados e exigiu que se Yusuf lhe mostrasse os papéis. Diante da recusa, o muçulmano o ameaçou e saiu.

Horas mais tarde, em posse dos documentos, Yusuf saiu, mas foi pego por muçulmanos que lhe deram chutes e socos até que desmaiasse. Mesmo desacordado, os homens continuaram a agredi-lo cruelmente por, pelo menos, mais 15 minutos, segundo o relatório policial.

Os agressores fugiram quando a polícia chegou. Yusuf foi levado a uma clínica  em Adis-Abeba, onde foi tratado e recuperou a consciência. Sofreu lacerações e teve contusões no rim e na cabeça.

Dois dos muçulmanos que o atacaram foram presos em 21 de setembro. Os outros permanecem foragidos.

Os documentos estão seguros.

A região de Saris é uma das “pequenas Mogadíscio” de Adis-Abeba, formadas por refugiados das guerras na Somália.

Quando muçulmanos se convertem ao cristianismo na Somália, enfrentam a morte. Somente nos últimos 12 meses, cinco somalis convertidos ao cristianismo foram mortos. Até mesmo somalis que vivem em países vizinhos como Etiópia e Quênia, enfrentam perseguição de seus compatriotas.


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