Irã liberta convertidos, mas tensão continua
A polícia iraniana libertou dois convertidos ao cristianismo, detidos sob acusações de apostasia (abandonar o islamismo).
A libertação se deu uma semana depois de o governo iraniano decidir, em maioria de votos, pela criação de uma lei que introduza a pena de morte a quem abandonar o islamismo.
Mahmoud Mohammed Matin-Azad, 53, e Arash Ahmad-Ali Basirat, 40, foram detidos em maio (veja mais) por terem abraçado a fé cristã.
Andy Dipper, diretor do grupo Release International, que monitora a liberdade religiosa, comentou a boa notícia com palavras cautelosas.
"Estamos encantados com o fato de o Irã ter retirado as acusações contra esses homens. No entanto, há provas de que as coisas ficarão cada vez pior para outros iranianos que buscam liberdade de mudar de religião” – disse Andy.
A libertação deles se deu uma semana após a União Européia emitir uma declaração que exigia que o presidente iraniano reconsiderasse o debate sobre a lei que prevê pena de morte para a apostasia. A declaração também exigia a liberdade de pessoas presas com base em sua filiação religiosa.
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