Pastor batista será julgado hoje

Andrei Blok, um pastor batista em Esile, na região de Akmola, que circunda a capital Astana, tem de se apresentar perante a corte criminal da cidade de Esile, nesta quinta, dia 9 de outubro. Andrei está sendo processado por atividade religiosa não-registrada.

Ele enfrenta acusações criminais por se recusar a pagar multas impostas para puni-lo por sua atividade religiosa. Os batistas temem que ele encare prisão, trabalho forçado, ou ainda, que sua casa seja confiscada. “Muito provavelmente ele será preso por três meses. O delegado de polícia disse isso a ele”, disseram ao Forum 18.

Karimov, o delegado, intimou Andrei no dia 19 de setembro e o informou sobre as acusações criminais. Andrei foi liberto depois de ter seu passaporte retido. Ele recebeu a intimação escrita para o tribunal em dia 26 de setembro.

Andrei e sua igreja pertencem ao Conselho das Igrejas Batistas, que se recusam a fazer o registro estadual. Eles apontam para o fato de a Constituição do Cazaquistão e de seus compromissos com os direitos humanos não exigirem o registro para que as comunidades religiosas no Estado funcionem. Muitos líderes batistas foram multados, tiveram propriedade confiscada ou foram detidos por muitos dias.

Eles descreveram a campanha das autoridades como “guerra econômica”, por causa das altas multas impostas.

Merekegul Karabaeva, líder do Comitê do Departamento Analítico de Assuntos Religiosos do Estado em Astana, insiste que os batistas devem aceitar e executar as normas. “Regras são regras para todos”, ela disse. “Ao mesmo tempo, ninguém será preso.” Ela informou que ligaria para as autoridades de Esile para esclarecer a situação.

Sob a controversa Lei da Religião, todas as atividades religiosas não registradas continuam sendo ilegais, embora seja contrária à Declaração Internacional dos Direitos Humanos. Emendas ao Código Administrativo de Violações – que também faz parte da planejada Lei – servirão para aumentar as punições para as pessoas que conduzam atividades religiosas sem aprovação do Estado.