Mais três cristãos são assassinados em Mosul

| 10/10/2008 - 00:00


A chacina dos cristãos em Mosul parece estar longe do fim. Segunda-feira, 6 de outubro, Ziad Kamal, um deficiente físico de 25 anos, foi morto na cidade com um tiro. Sua loja ficava na vizinhança de Karama, mas há algum tempo ele tinha comprado uma casa em Bartella, uma cidade de maioria cristã próxima a Mosul, por motivo de segurança.

Ziad Kamal foi tirado do interior de sua loja por um grupo armado e levado a um lugar próximo, onde ele foi morto com um tiro.

Este assassinato, contra um membro da comunidade cristã, é o mais recente em uma longa série de matanças que ocorreram em Mosul.

No sábado, 4 de outubro, dois homens foram barbaramente assassinados em duas áreas diferentes da cidade: Hazim Thomaso Youssif, 40, foi morto na frente de sua loja de roupas, enquanto Ivan Nuwya, 15, foi morto a tiros na vizinhança de Tahrir, fora de sua casa, na frente da mesquita local de Alzhara.

É provável que os fundamentalistas estejam visando um segmento específico da comunidade cristã: dois dos três últimos assassinatos atingiram comerciantes em Mosul. É um indício de que os terroristas estão procurando desestabilizar a comunidade cristã, eliminar a atividade econômica e forçar a população a sair.

Uma fonte disse à agência de notícias AsiaNews que “a situação está ficando cada vez mais difícil para os cristãos, enquanto o resto do mundo parecer ter ‘esquecido nossos sofrimentos’, permitindo que uma ‘cortina de silêncio’ caia sobre nós”. A fonte acusa especificamente o governo iraquiano, que não fez nada até agora para parar a matança; ela também acusa as forças de segurança de serem os “cúmplices” dos grupos que matam cristãos.

Na segunda-feira (6 de outubro), na capital, um protesto foi organizado e realizado por Shlemon Warduni, arcebispo da Igreja Católica Caldéia em Bagdá, para pedir a reintrodução do artigo 50 da lei eleitoral, antes das próximas eleições para os conselhos provinciais. Esse artigo garante lugares no Parlamento às minorias étnicas e religiosas.

“Nós não entendemos" –diz o arcebispo Shlemon – “por que o artigo não foi incluído na lei. Mas pretendemos defender nossos direitos. Apelamos às autoridades para garantir que a comunidade cristã não seja discriminada”.

Ele conclui, lançando uma apelação para que “o artigo 50 seja restaurado” e as minorias religiosas sejam protegidas.


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