Novos detalhes sobre seqüestro de duas irmãs cristãs

| 30/10/2008 - 00:00


Os advogados de Saba e Aneela Masih, duas cristãs paquistanesas menores de idade seqüestradas em junho, planejam reabrir o caso pela custódia de Saba, 13 anos. Ela foi supostamente coagida a se casar com seu raptor.

Aneela, 10 anos, voltou para seus pais na última audiência do caso (saiba mais).

A reabertura do caso será feita com base em novas declarações que Aneela, 10 anos, fez, dizendo que ambas foram estupradas e forçadas a se converter ao islamismo.

Os planos surgiram depois que o tribunal, no mês passado, permitiu que Saba decidisse se queria voltar para seus pais ou permanecer com seu marido. Aparentemente aterrorizada pelas ameaças de morte, ela preferiu permanecer com seu raptor. Amjad Ali casou com Saba logo depois que as garotas foram seqüestradas, em 26 de junho.

Na decisão de 9 de setembro, o tribunal ordenou o retorno de sua irmã de 10 anos, Aneela Masih, para seus pais, uma decisão que os advogados consideraram como uma rara e significativa vitória para os direitos humanos no Paquistão.

Tribunal ignorou seqüestro

Depois de sua liberação, Aneela contou a seu tio Khalid Raheel detalhes sobre a captura das irmãs, falando de estupro e conversão forçada ao islamismo.

Aneela disse que ela e sua irmã foram seqüestradas quando pararam para comprar frutas a caminho da casa de seu tio. As irmãs foram levadas por um táxi e depois estupradas, ela declarou.

Depois de serem amarradas e trancadas em um quarto, as duas foram forçadas a fazer a profissão de fé islâmica, o que as torna muçulmanas.

Ela descreveu como os raptores armados ameaçaram as meninas de morte. Os seqüestradores disseram para as meninas que seus pais também seriam mortos, disse ela, se as irmãs não fizessem tudo o que eles mandassem.

À luz dessas revelações, o advogado Akbar Durrani disse que ele planeja abrir um novo caso pela custódia de Saba, baseado nas informações de seu seqüestro. Essa decisão, no entanto, pode colocar em risco o progresso já alcançado na batalha legal para libertar as meninas de seus seqüestradores.

“A decisão do tribunal nunca mencionou seqüestro”, disse Akbar. “Nós ainda estamos trabalhando nisso, porque a Suprema Corte pode nos dizer: ‘Iremos reverter nossa posição, traga as duas meninas de volta e abra o caso novamente’.”

Evitar essa situação enquanto convence o tribunal a permitir novos procedimentos é o desafio que Akbar enfrenta agora.


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