Autoridades levam dinheiro e assinaturas de cristãos pobres

| 18/11/2008 - 00:00


Muitas famílias da etnia degar têm relatado que as autoridades vietnamitas estão confiscando dinheiro que eles recebem de seus parentes que moram nos Estados Unidos.

Usando sua posição de poder, esses funcionários do governo intimidam as famílias a entregar-lhes o dinheiro. Milhares de dólares já foram tirados dessas pessoas e eles lutam para sobreviver. Qualquer resistência ou recusa é vista como um posicionamento contra o governo, e eles são presos e torturados.

As famílias nos Estados Unidos enviam esse dinheiro para que tenham comida, roupas, remédios e outros elementos básicos para sobrevivência.

À medida que o governo vietnamita toma as propriedades dos cristãos, eles dependem cada vez mais de seus familiares que vivem no exterior. Porém, algumas dessas pessoas nem vêem o dinheiro porque as autoridades se apoderam dele imediatamente. Outros recebem uma pequena fração. Mas, ultimamente, o dinheiro está sendo tomado à força.

O governo também instituiu outra forma de intimidação. Pessoas são obrigadas a assinar documentos nos quais se auto-incriminam, sem que tomem conhecimento disso. No caso de analfabetos, as pessoas têm de deixar a impressão digital. O governo vietnamita tem usado essas assinaturas para mostrar à comunidade internacional que o que tem feito está sob a Constituição e também dentro da lei de direitos humanos das Nações Unidas.

Conheça alguns casos:

Em 20 de setembro, o cristão Y-Pliu Nie, um degar refugiado nos Estados Unidos enviou 350 dólares para sua mãe doente. Ela mora sozinha e não tem nenhum parente por perto para cuidar dela. O dinheiro enviado era para ajudá-la a comprar remédios e comida. Quando a polícia soube disso, foi à casa da mulher para interrogá-la. Ao questionarem se era verdade que seu filho lhe enviara dinheiro, ela disse que sim e mostrou a quantia, alegando que era para comprar remédios e comida. Eles pegaram o dinheiro e levaram-na para a delegacia. Lá, ela foi obrigada a assinar um papel em branco. Como não sabia escrever, teve de deixar sua impressão digital. Depois disso a polícia a mandou de volta para casa, sem o dinheiro.

Em 7 de julho, um policial foi à casa de Pram, viúva de Lat. Como ela não estava, o policial pediu que Lu, filho de Pram, assinasse um papel. Antes de assinar, ele para ler o conteúdo do papel, dizendo que não assinaria antes de ler. O policial o permitiu, e o texto dizia: “Lat não foi assassinado, ele caiu na água, não sabia nadar, e morreu.” Depois de ler isso, ele se recusou a assinar o papel. O policial pediu para falar com sua mãe e Lu disse que ela estava em uma clínica porque estava doente. Ele foi até a clínica e pediu que ela assinasse o papel. Como ela não sabia ler e nem escrever, o policial tirou a impressão digital dela no papel.


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