Irmãs são vítimas de sequestro, estupro e conversão forçada

Duas irmãs cristãs foram sequestradas, estupradas e convertidas ao islamismo à força. Quando conseguiram voltar para casa, um grupo de manifestantes exigia a custódia de ambas, pois eram “muçulmanas”.

Parvisha, 18 e Sanam, 14, filhas de Arif Masih, receberam um telefonema em novembro do ano passado, de alguém se apresentando como proprietário de um salão de beleza, e oferecendo um curso de cosméticos gratuito.

Parvisha se animou com a idéia e pediu que sua irmã participasse com ela. O homem concordou e disse que buscaria as irmãs em casa.

Mais tarde, identificou-se que a ligação havia sido feita por um vizinho.

No dia 12 de novembro de 2008, o vizinho e um amigo pegaram as meninas em casa e as drogaram. Quando elas recobraram a razão, encontraram-se trancadas em um pequeno quarto de hotel no distrito de Mianwali.

Os homens, supostamente armados, ameaçaram as meninas de morte. Foi dito que ambos estupraram as duas durante a noite.

Antes de amanhecer, eles saíram do hotel, levando as irmãs como reféns e dirigiram para Karachi, onde ficaram em uma casa durante seis dias.

Elas foram estupradas durante cinco dias. No sexto dia, foram levadas a uma madrassa (escola religiosa islâmica), onde foram "convertidas" ao islã e receberam nomes muçulmanos.

Depois da “conversão", os raptores disseram às meninas que, se elas cooperaram, seriam libertadas logo.

Saindo da madrassa, os homens levaram as reféns a dois advogados, afirmando que as garotas haviam se convertido ao islã e gostariam de ficar em um abrigo público em vez de voltar para casa.

Os advogados também abusaram sexualmente das meninas. No entanto, Sanam conseguiu discar para emergência e a polícia chegou ao local em poucos minutos.

Um dos advogados foi preso e levado à delegacia Ferozabad, em Karachi. Parvisha foi levada ao hospital. Da delegacia, Sanam telefonou para seu pai, que rapidamente se dirigiu a Karachi para levar suas filhas de volta para casa. 

Manifestantes exigem custódia

Em 30 de dezembro, pastor Sharif Alam procurou o Centro de Ajuda Legal e Assentamento (CLAAS, sigla em inglês) para informar sobre o caso das duas irmãs e pedir aconselhamento legal.

Quando membros do CLAAS se encontraram com a família das vítimas na casa do pastor Sharif, um grande número de pessoas se reuniu em frente ao lugar, exigindo a custódia das “recém-convertidas”.

As pessoas começaram a apedrejar e atirar contra a casa, quase ferindo o pastor e o diretor nacional do CLASS, Joseph Francis. Ambos chamaram a polícia.

Os manifestantes conseguiram capturar Sheraz, filho do pastor Sharif, que foi agredido. Quando a polícia chegou, eles tentavam arrombar a casa, mas foram dispersos pelos policiais. Três manifestantes foram presos.

Em 2 de janeiro, as garotas depuseram perante o magistrado local. Elas afirmaram que foram seqüestradas de sua casa, estupradas e convertidas ao islamismo contra sua vontade. Também disseram que querem viver e morrer seguindo o cristianismo e que não deixarão sua família.