Líder messiânico descreve a guerra no Oriente Médio em carta

| 15/01/2009 - 00:00


Leia Trechos de um e-mail enviado por um líder judeu messiânico em Israel.

7 de janeiro de 2009

“Os acontecimentos de ontem foram marcados por horríveis perdas de vidas de civis, quando a escola da ONU foi atacada por tanques de Israel. Mais de 40 não-combatentes, incluindo crianças, morreram. Muitos ficaram feridos ao se abrigarem na escola. Fontes militares justificaram o bombardeio, alegando que combatentes do Hamas usavam o prédio como local de ataque, e os civis abrigados lá como escudos humanos. Como esse tipo de estratégia tem sido evidente no conflito até agora, a alegação provavelmente é verdadeira. Entretanto, por favor, não cometa o erro de “entender” essa deplorável tragédia como insignificante ou, ainda pior, justificável. Tomar tal posição nos levará rapidamente a ver a população palestina como inimiga, algo menos que humanos. Esse processo é chamado desumanização e sabotará nossa eficiência na oração. Ore “como pastor” e implore por misericórdia e pelo rápido fim dessa situação terrível.

Agradecemos a Deus pela oração respondida: o governo tomou ontem à noite a decisão de abrir hoje um corredor de segurança a partir de Israel, permitindo a passagem de ajuda humanitária para a população em geral. Ore também pela segurança de muitos voluntários estrangeiros que estão fazendo o seu melhor para servir na zona de guerra.

12 de janeiro de 2009

Nosso shabbat foi interessante: sentimo-nos obrigados a trocar todos os cânticos de adoração por oração intercessória, acompanhada de leituras dos salmos hallel 111 e 115. Separamo-nos em grupos, conforme o idioma falado, e baseamos aquele tempo de oração em uma expressão de arrependimento por nosso papel como nação, pelo derramamento de sangue na Terra.

Intercedemos pela população do sul de Israel e de Gaza e pela preservação de vidas inocentes. Oramos por nossos jovens servindo no campo de batalha e pelos reservistas em espera. Acabamos de saber que, na noite passada, reservistas foram chamados para o campo, pois os conflitos se aproximam do centro da cidade de Gaza, e a pressão aumenta.

Demos graças pela reposta da oração feita pela fronteira do norte. Parece que, nas últimas semanas, os bombardeios vieram de um grupo isolado. É evidente que não é do interesse político do Hezbollah atacar Israel neste ponto. Ore para que isso permaneça assim.

Evan Thomas

Líder da Igreja Messiânica em Netanya


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