Cristãos em Orissa estão proibidos de votar

Os assassinatos de cristãos em Orissa têm maior repercussão. Depois de sofrerem muita violência, os cristãos agora enfrentam a discriminação política nas eleições de Abril/Maio.

O conselho global de cristãos indianos (CGCI) alerta que mais de 70.000 eleitores cristãos  não poderão votar nas eleições federais e locais. Os cristãos que abandonaram suas vilas para escapar da violência e os que foram embora para os estados vizinhos e estão sem os títulos de eleitor, que foram queimados durante o massacre, não podem voltar para casa.

O presidente do CGCI escreveu para o membro do conselho de eleição da Índia, requerendo que ele encontre um modo para os cristãos poderem votar.

“Para nós, o fato de os nomes dos eleitores foraçados a viverem como refugiados não estarem na lista de votação é um sinal de má vontade”, diz. Privar alguém de seu voto é um modo de “cassar os direitos civis e reprimir a minoria cristã”.

As autoridades em Kandhamal estão planejando entregar novas carteiras de identidade e duplicatas dos títulos de eleitor para a população. Entretanto, a menos que os refugiados voltem para casa, eles não poderão recebê-los.

Fontes locais afirmaram que os refugiados não podem voltar para casa porque os hindus ainda alegam que foram convertidos à força, e a discriminação continua.

“Um homem deixou o campo para voltar para a vila de Nuaschia, para poder consertar sua casa destruída durante os ataques. Depois de um dia inteiro de trabalho retirando os entulhos, ele voltou para o campo de refugiados. No dia seguinte, encontrou sua residência cheia de excrementos humanos”, diz.

O governo afirma que “é seguro voltar para casa, mas o fato  é que não acreditamos nisso. Ainda há medo e insegurança. Muitos cristãos aceitaram o dinheiro oferecido como compensação pela destruição, mas compraram cabanas em outras vilas. Nenhum deles já foi para casa.”