Cristão nigeriano é solto e agradece as orações

| 13/02/2009 - 00:00


“Não há como agradecê-los o bastante. Nunca pensei que sairia da prisão, mas Deus usou vocês poderosamente para confrontar meu comportamento. Ninguém além de vocês veio me ajudar. Eu agradeço. Não sei exatamente como poderia expressar minha alegria e gratidão. Deus os recompensará abundantemente.”

Sani Kibili, cristão de 55 anos, condenado a três anos de prisão por suposta blasfêmia contra o islã em outubro de 2007, foi solto. A liberação foi resultado do esforço do advogado contratado pela Portas Abertas Internacional.

O problema começou em uma loja em Kibiya. Resumindo, quando Sani foi chamado de infiel por três muçulmanos, disse que acreditava em Jesus. Então, o homem acusou Sani de blasfêmia contra o islã e o grande profeta, o que causou uma violenta reação em toda a multidão. Outros muçulmanos intervieram e impediram que o grupo matasse Sani. Dois dias depois, ele foi preso e levado a um tribunal sharia em Kibiya. Após o julgamento, o juiz condenou Sani a três anos de prisão, sem direito à apelação.

As muitas tentativas feitas pela família e igreja de Sani foram frustradas. Quando a Portas Abertas Internacional contratou os serviços de um advogado cristão, notou-se que devido à sensibilidade do caso, ele teria que agir cautelosamente para não atrair mais atenções.

O caso de Sani foi  conduzido com muitas irregularidades, e, desde o início, o advogado deixou claro que a prisão havia sido ilegal. Como cristão, ele não deveria passar por um julgamento sharia sem se declarar concordante.  O advogado também encontrou muitas discrepâncias nas cópias transcritas do julgamento, o que indica conspiração.

Ao longo dos acontecimentos, o advogado enfrentou muitos desafios. Ele foi ameaçado pelo juiz quando apresentou a apelação. Entretanto, permaneceu tranquilo, lidando calmamente com a situação. O advogado apontou os erros nos procedimentos e pediu para o juiz para que a justiça fosse feita para Sani.

A coragem dele valeu a pena. O juiz ficou sem opções e teve que soltar Sani devido à falta de evidências contra ele. A libertação foi um momento de grande alegria para sua esposa e seis filhos, que enfrentaram muitas dificuldades depois que ele foi preso.

Seus dias na prisão não foram fáceis. No início, ele lidou com muita hostilidade dos prisioneiros muçulmanos, que souberam das acusações contra ele. Quando Sani tentou explicar a verdade, os prisioneiros começaram a gritar com ele, chamando de infiel, até que os guardas interferiram. Mas com o passar do tempo, Deus deu muitas oportunidades para Sani falar sobre sua fé.

“Deus nunca comete um erro. Seu trabalho em nossas vidas é perfeito. Me perguntei muitas vezes como Deus poderia deixar isso acontecer comigo. Por que todas as tentativas se frustraram? Eu tinha muitas perguntas, e as respostas não eram confortantes. Então, comecei a acreditar que Deus queria me ensinar algo, fora de casa, em um lugar escolhido por Ele. Foi uma escola... aprendi tanto com meu Professor, o Espírito Santo. Não tenho palavras além de agradecimentos ao Senhor por seus feitos maravilhosos em minha vida.”

Em sua cela lotada, Sani sempre cantava hinos ao Senhor, louvando pela situação em que se encontrava. Apesar de, muitas vezes, as situações parecerem insuportáveis, as canções o fortaleciam nos momentos difíceis. Ele testemunha que sua relação com o Senhor ficou muito mais profunda enquanto estava na prisão. Sua vida de oração também melhorou, pois ele podia sentir a presença do Senhor.

“Eu sei que as pessoas estão orando por mim. Deus está trabalhando em minha alma.”

Sani tem toda a razão de estar confiante a respeito das orações de irmãos em todo o mundo. Ele recebeu muitas provas disso em cartas escritas por parceiros da Portas Abertas Internacional entregues a ele.

“Eu creio que Deus me ama muito, pois mandou essas pessoas orarem por mim. Essa é a unidade do Corpo de Cristo. Eu não sei quem são, mas meu Deus conhece todos eles, e os abençoará”, disse Sani ao ver as cartas enviadas para ele.

Quando explicaram o conteúdo de algumas das cartas, Sani sorriu e disse: “Elas serão como um espelho para mim. Todas as vezes que olhar para esses envelopes direi ‘são pacotes de orações de meus irmãos em Cristo.’ Assim, já me sentirei amado.”

Pedidos de oração

• Agradeça a Deus pela liberação de Sani e pelo ensino, sustento e encorajamento dados pelo Senhor enquanto Sani estava preso.

• Agradeça a Deus pela perseverança e coragem do advogado

• Peça que Deus continue protegendo Sani.

A Missão Portas Abertas realizou uma campanha de cartas e de oração pelo irmão Sani Kabili em 2008. Como ele foi solto, a campanha está expirada, mas continue orando por ele.


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