Líderes religiosos se unem em prol de pastor

O Conselho de Igrejas de Cuba (CIC) enviou carta ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pedindo que ele intervenha a favor do pastor afro-americano Lucius Walker, diretor da Fundação Interreligiosa para a Organização da Comunidade, que poderá ser processado por sua ajuda ao povo cubano, desafiando o "embargo" contra Cuba.

Na carta, o organismo de Cuba destaca o trabalho do Movimento de Pastores pela Paz, encabeçado por Walker. O grupo ajuda na construção de escolas e envia donativos, como ônibus escolares, medicamentos e alimentos à população cubana.

O presidente do CIC, reverendo Marcial Miguel Hernandez, da Igreja Evangélica Livre, pede que sejam consideradas as conseqüências desta injusta situação. A carta inicia com uma saudação e o anúncio de que cristãos de Cuba oram para que Deus abençoe o presidente estadunidense, “nestes momentos tão críticos para a humanidade e a vida no planeta".

Sublinha que a eleição de Obama “abriu uma perspectiva de fé e de esperança para os povos, que, como o nosso, sofreu durante quase 50 anos as medidas de administrações anteriores de seu país, que afetaram a qualidade de vida do povo cubano".

Manifesta, não por último, a preocupação com o pastor Walker, que deverá se apresentar perante juiz, podendo ser preso.
 
A carta foi apoiada por unanimidade por todos os líderes de igrejas evangélicas, protestantes e de movimentos ecumênicos, inclusive por um representante da Une Islâmica de Cuba, presentes numa Assembléia de Estudo do CIC, realizada nesta terça-feira, 3, no Seminário Teológico da Igreja do Nazareno, situado em Ponta Brava, nas proximidades da capital, sob o lema da primeira epístola de Pedro: "Temos esperança”.

A Assembléia que reuniu líderes religiosos das províncias ocidentais da Ilha teve como objetivo estudar o significado do I Congresso Evangélico, realizado em Havana em 1929, e a realização, há dez anos, da Celebração Evangélica Nacional Cubana, acontecimentos de grande importância na história do evangelismo na Ilha.