Conflitos étnicos causam morte em província chinesa

Desde o domingo 5 de julho, Urumqi, a capital de Xinjiang, está tomada por conflitos e violência. Uma passeata feita por uigures, que começou de forma pacífica, acabou depredando veículos e lojas de chineses da etnia han, a maior da China.

O objetivo inicial da passeata era pedir a investigação de um incidente violento ocorrido entre chineses das etnias uigur e han, em uma fábrica de brinquedos no sul da China. Nesse incidente, que se deu algumas semanas atrás, pessoas vandalizaram veículos, casas e lojas. Dois muçulmanos morreram, mas o caso não foi investigado.

Após os conflitos desse domingo, a polícia prendeu mais de 1.400 homens. Mulheres uigures, protestando contra a prisão dos maridos, foram duramente reprimidas por polícia, que dispararam contra elas.

Relatos oficiais afirmam que 156 morreram e mais de mil ficaram feridas. Na terça-feira, dia 7, chineses hans, armados de barras de ferro e pedaços de pau, eram vistos nas ruas de Urumqi.

“Queremos matar os assassinos, mas a polícia está aqui, não deixa a gente fazer justiça”, diz Li, um estudante de 23 anos que quer vingança contra a minoria muçulmana uigur.

Para um colaborador da Portas Abertas na Ásia Central, esse pode ser apenas o começo de um tumulto maior em Xinjiang.

Essa região, extremamente volátil, é palco de conflitos étnicos intensos entre Hans e uigures.

Os uigures se sentem discriminados de várias formas. A China está ciente da influência fundamentalista islâmica na região, e procura combater o extremismo religioso de todas as formas.

Milhares de muçulmanos uigures foram detidos nos últimos anos. Qualquer atividade, publicação e associação religiosa que não for aprovada pelo governo é automaticamente ilegal.

Há cerca de 500 cristãos dentre os dez milhões uigures chineses, que são predominantemente muçulmanos. Esse grupo reduzido sofre pressão de três lados: por parte de outras etnias, pois são uma minoria étnica; por parte dos muçulmanos uigures, pois são ex-muçulmanos; e por parte do governo, pois são cristãos.

Atualmente, há dois cristãos uigures presos pelo governo chinês, acusados de espionagem e traição. A Portas Abertas lançou uma campanha de Ações Institucionais em favor deles.

Pedidos de oração

• Ore pelo fim da violência em Xinjiang. Peça que a justiça seja feita, indiscriminadamente.

• Peça a proteção da comunidade cristã uigur, que pode ser pega no meio do fogo cruzado e acabar sofrendo na mão de seu próprio povo, do governo ou da etnia han.

• Interceda pelos dois cristãos uigures presos. Que esse conflito não interfira de forma negativa no caso deles.