Quinze monges são presos por planejar mobilização

Forças de segurança eritreias prenderam 15 monges da Igreja ortodoxa na capital Asmara em 21 de junho.

A prisão foi em resposta ao plano dos monges de informar e organizar pessoas dentro e fora da Eritreia para reagir à interferência do governo nos assuntos da Igreja Ortodoxa.

Segundo contatos eritreus, os monges planejavam fazer uma reunião e salientar essa interferência, exemplificada no caso do ex-patriarca Abune Antonios, que foi destituído de sua posição e substituído por Yeftahe Dimitros, designado pelo governo.

As forças de segurança souberam da reunião antes que ela pudesse ser organizada e prendeu os 15 monges. Não se sabe em quais circunstâncias o grupo está sendo mantido.

Fontes no país disseram que, após o incidente, os líderes da igreja à qual os monges pertencem serão investigados para descobrir se haviam concedido permissão para a reunião proposta. 

Mais de 2.800 cristãos estão detidos em prisões, delegacias, campos militares e de trabalhos forçados por conta de sua fé em Cristo.

Em maio de 2002, o governo criminalizou todas as igrejas independentes que não operam sob as estruturas religiosas ortodoxa, católica, luterana ou muçulmana.