Governo cubano acusa líderes de atividades ilegais

O líder de um grupo de igrejas de Cuba está sendo acusado pelo governo de realizar atividades criminosas apenas um mês depois que um pastor do mesmo grupo foi condenado a seis anos de prisão.

Isso acontece após a detenção de ao menos 60 pastores e líderes cubanos em maio e junho.

Alexi Perez está na prisão há mais de um mês, acusado de atividades econômicas ilícitas. Apesar de as acusações iniciais contra ele terem sido retiradas, ele enfrenta uma nova acusação de receber, ilegalmente, materiais de construção.

Essa nova acusação é a mesma feita contra um proeminente ativista de direitos humanos, Dr. Darsi Ferrer Ramirez.

Alexi Perez lidera um grupo de cerca de 100 cristãos (de um total de 800) na Igreja Evangélica Apostólica em San Jose de las Lajas em Havana.

Em julho, o pastor Omar Gude Perez, também do Movimento Apostólico, foi condenado a seis anos de prisão. Ele havia passado 14 meses na prisão sem ser julgado, e as acusações contra ele foram alteradas em duas ocasiões.

Outros 60 pastores e líderes do Movimento Apostólico foram detidos temporariamente e ameaçados sob acusações de “risco social”, em maio e junho deste ano.

O pastor Bernardo de Quesada Salomon e sua esposa Damaris Marin foram presos no dia 19 de maio.

A advogada da agência CSW, Alexa Papadouris, diz: “A prisão de Alexi Perez parece ser parte de uma repressão padrão do governo a igrejas ligadas ao Movimento Apostólico. Pedimos que o governo cubano solte Alexi Perez e Omar Gude Perez imediatamente e encerre a perseguição ao movimento”.