Cerca de 25 anos após massacre, parentes podem enterrar vítimas

| 31/08/2009 - 00:00


Uma cerimônia fúnebre formal finalmente foi realizada no sábado para as 123 pessoas que foram brutalmente executadas em Putis, pelas Forças Armadas peruanas, há quase 25 anos.

Muitas das vítimas, homens, mulheres e crianças, eram cristãos evangélicos de igrejas Assembleias de Deus.

As vítimas foram baleadas depois que integrantes das Forças Armadas ordenaram que se construíssem piscinas superficiais, como para a criação de trutas. Assim que eles terminaram, os soldados reuniram os integrantes da comunidade, abriram fogo contra eles e utilizaram as piscinas para enterrar os corpos. A razão para os assassinatos ainda não é clara, apesar de os sobreviventes afirmarem que os soldados acusaram os aldeões de simpatizarem com o Shining Path, uma guerrilha maoísta que aterrorizava o país nos anos 80 e 90. Os militares concordaram em proteger os aldeões desse grupo.

O Ministério de Defesa peruano ainda se recusa a indicar os nomes dos oficiais responsáveis pelas mortes em Putis para os advogados que buscam justiça para a comunidade.

A exumação dos corpos foi realizada sob a observação da parceira da agência Christian Solidarity Worldwide (CSW) no Peru, a Peace and Hope. Dos restos mortais recuperados, 15 eram de crianças e bebês. Eles foram enviados para laboratórios nos Estados Unidos para análises, e os identificados foram devolvidos para seus parentes.


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