Juiz decide que cristã deve voltar para família muçulmana

| 04/09/2009 - 00:00


Um relatório de investigação policial não comprovou a alegação feita por uma adolescente recém-convertida, que dizia correr perigo se voltasse para casa em Ohio.

Apesar de o juiz ter barrado o decreto durante 10 dias, e ter emitido uma ordem de proibição de publicação, impedindo que os advogados falassem sobre o caso para a imprensa, o advogado de Aysha Bary, revelou que o relatório era “favorável” aos pais de Rifqa Bary, 17. A adolescente alegou que seu pai ameaçou matá-la por ter abandonado o islamismo e se convertido ao cristianismo.

“Não há provas para corroborar as acusações”, disse Roger Weeden, que não forneceu mais detalhes.

Rifqa Bary, a menina no centro dessa batalha legal, fugiu de sua casa em Ohio em julho, por temer ser morta por seu pai, que é muçulmano.

Ela pegou um ônibus e chegou a Orlando, Flórida, onde se encontrou com o pastor Blake Lorenz, da igreja Global Revolution.

Depois que os pais da menina descobriram seu paradeiro, iniciou-se uma batalha legal entre a família Bary, que quer que a adolescente volte pra casa, e Rifqa, que quer permanecer na Flórida até completar 18 anos.

Na segunda-feira, o advogado de Rifqa apresentou documentos legais, acusando a mesquita frequentada pelos pais dela, de ter ligações com militantes extremistas. Ele sustenta que, se a garota voltar para Ohio, ainda que a família não a machuque, ela correria risco com os membros da mesquita.

Mohamed Bary, pai de Rifqa, negou ter ameaçado a menina por se converter ao cristianismo, e acusa o pastor Blake de fazer “lavagem cerebral” em sua filha, para que ela acreditasse que corria riscos de sofrer uma “morte em nome da honra”.

O juiz responsável pelo caso estabeleceu uma audiência prévia para 29 de setembro.


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