Muçulmanos invadem terreno usado por uma igreja

| 24/10/2009 - 00:00


Invasores muçulmanos, falantes da língua Bengali, tomaram 5 acres de um terreno abandonado de propriedade do governo, o qual havia sido anteriormente usado por uma igreja, e acusaram falsamente os cristãos pelos danos causados à terra, localizada no distrito montanhoso Khagrachari, na região sudeste de Bangladesh, informaram líderes cristãos.

Kiron Joti Chakma, diretor administrativo da Igreja Batista da Graça do distrito Khagrachari, contou ao Compass que os invasores tomaram o prédio da igreja e os 5 acres de terra na vila de Reservechara, no mês de junho, e registraram queixa no dia 4 de agosto contra cinco cristãos indígenas. Os muçulmanos falantes de bengali tinham vindo de outras regiões de Bangladesh devido a um programa de assentamento do governo, que teve início em 1980.

“Na queixa, os invasores mencionaram que os cristãos tinham cortado as árvores e danificado as lavouras em suas terras, e por isto deveriam pagar 250 mil taka (3. 690 dólares), relatou Chakma. “Nós cultivávamos abacaxi no terreno ao redor da igreja. Porém, os invasores destruíram nossa plantação e construíram duas casas lá”.

O governo concedeu aos cristãos o uso da terra. Líderes indígenas disseram que o desapossamento de terras nas regiões de Colinas, terrenos ondulosos sob jurisdicação da polícia de Dighinala, situada a 300 quilômetros a sudeste de Daca, recomeçou durante o mandato do governo provisório apoiado pelo exército no biênio 2007/ 2008.

 “A ação continua em andamento, no entanto nossas tentativas de deter o desapossamento de terra não são páreo para os órgãos de administração e aplicação da lei”, disse um dos acusados, Mintu Chakma, 32 anos.

Quando ele se apresentou à delegacia de polícia devido à falsa acusação contra os cristãos, ele contou, o líder dos invasores bengaleses estava lá e o ameaçou em frente aos oficiais, dizendo: “Eu posso acabar com dezenas de pessoas como você! - Eu vou por fim à sua vida”.

Líderes das igrejas informaram um acampamento militar das proximidades sobre a invasão. Agentes militares afirmaram que tomariam providência, entretanto, nada havia sido feito até então, informaram os cristãos.

“Nossos líderes informaram o comandante regional, o qual nos assegurou que medidas necessárias seriam realizadas, entretanto, procedimento algum contra aqueles invasores de terra e incendiários havia sido tomado até então”, disse Liton Chakma, 25 anos (Chakma é o nome da tribo), um dos cristãos acusados no caso da Igreja Batista.

Os invasores muçulmanos incendiaram o prédio da Igreja Adventista do 7° dia em 2008  na vila de Boachara, próximo à vila dos cristãos batistas da graça, em uma ação que visava intimidar os indígenas de se tornaram cristãos, relatou Liton Chakma. Ele informou ao Compass que invasores bengaleses dificultaram o trabalho de construção da igreja em agosto de 2007.

“Muitos dos recém-convertidos perceberam que os incendiários não tinham sido punidos, e muitos deles retornaram ao budismo, ele contou. “O exército e a administração local abriu espaço para que eles agissem com tal selvageria. Eles tornam sempre a nos ameaçar e a prestar queixas contra nós.

Segundo Mintu Chakma, invasores muçulmanos tomaram um terreno próximo à sua casa em 2007.

“Eles não somente destruíram minha plantação de abaxi, mas construíram uma mesquita lá”, relatou.

O inspetor da polícia local, Suvas Pal, inteirou o Compass de que nem os indígenas nem os invasores bengaleses eram os proprietários da terra. Este caso se trata de possessão do governo, terra abandonada, informou.


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