Campanha contra lei de blasfêmia

| 30/10/2009 - 00:00


A Agência AsiaNews lançou uma campanha de sensibilização para que a lei sobre a blasfêmia no Paquistão seja abolida. A agência, que pertence ao Pontifício Instituto das Missões Exteriores (PIME), recorda que, desde 2001, pelo menos 50 cristãos morreram em conseqüência dessa lei.

A lei sobre a blasfêmia pune com a prisão perpétua ou com a pena de morte quem profana o Corão ou ofende o Profeta Maomé. Basta a acusação de uma única pessoa para ser detido ou assassinado. "Trata-se de uma norma aberrante, que propicia a discriminação, que "legaliza" violências contra as minorias religiosas e cujos responsáveis permanecem na maioria das vezes impunes, graças à conivência da polícia e dos funcionários do governo" – explica a Agência.

A lei sobre a blasfêmia está em vigor no Paquistão desde 1986. Desde então, os abusos cometidos contra as minorias religiosas constituem uma longa lista. Com os passar dos anos, aumentaram também as instituições que pedem sua abolição. No dia 6 deste mês, duas parlamentares, ambas muçulmanas, apresentaram o pedido na Câmara Baixa do Parlamento.

Domingo passado, os líderes da Associação Cristã Paquistanesa, que reúne todas as organizações cristãs do país, convocaram uma conferência, em Rawalpindi, para pedir a abolição da lei sobre a blasfêmia.

Por sua vez, em 12 e 13 de dezembro, a Aliança Internacional das Minorias, de inspiração cristã, promoverá uma conferência internacional sobre as minorias, em Lahore, para discutir o futuro do país.

O Paquistão nasceu como Estado laico, mas aos poucos foi se tornando uma República islâmica. "A abolição da lei sobre a blasfêmia e de todas as leis contra as minorias são a estrada para um verdadeiro progresso de toda a população paquistanesa" – defende a agência.


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