Proibição de minaretes causa várias reações na Suiça

Aliança Evangélica Suíça está desapontada com o resultado dos votos

O voto do povo suíço a favor da proibição de minaretes tem causado reações controversas entre a comunidade cristã do país.

O referendo do dia 29 de novembro, que tem a proposta de banir a construção de novos minaretes recebeu 57,5% dos votos. A petição teve apoio do Partido do Povo (SVP), que é conservador e da União Confederada (EDU), que tem grande seguimento evangélico.

A Aliança Suiça Evangélica e a Federação Suiça da Igreja Protestante, entretanto, se opuseram à proibição. Existem quatro mesquitas com minaretes na Suiça. O país possui 7.7 milhões de habitantes e 400 mil muçulmanos.

A maioria dos votos para a proibição causou surpresa. Os partidos políticos assim como as igrejas, o comércio e a indústria eram contra a proibição.

A EDU recebeu bem o fato de os cidadãos suíços não se permitirem ser intimidados. Andreas Broennimann, membro do Parlamento para a EDU comentou: “O povo suíço deu um importante sinal contra a reivindicação do poder do Islã”. A EDU enfatizou que a liberdade religiosa dos muçulmanos não será prejudicada.

A Aliança Suíça Evangélica está desapontada com a decisão majoritária. A proibição dos minaretes não ajuda a encontrar soluções construtivas para os problemas nas relações com a minoria muçulmana, comentou o Secretário Geral da Aliança, Hansjoerg Leutwyler. A credibilidade suíça em questões de direitos humanos não foi fortalecida, disse ele.