Líder muçulmano convoca "guerra santa" contra cristãos

As forças de segurança egípcias prenderam 13 cristãos coptas – incluindo quatro menores de idade, que foram logo liberados – vítimas do ataque de 12 de março. Eles estão sendo acusados de realizar reuniões religiosas ilegais, danificar propriedades públicas, incêndio e assaltos. Cerca de 12 muçulmanos, de um total de 2.000 criminosos, foram presos pelo ataque contra 400 coptas em Mersa Matrouth, no noroeste do Egito.

A violência foi iniciada por extremistas, incitados pelo Imam local, Mohamad Khamis Khamis, durante as orações de sexta-feira. Dos microfones da mesquita em Al-Ansar, os líder muçulmano convocou os fieis para uma “guerra santa” contra o templo cristão, ordenando que ele fosse destruído, e pedindo que os cristãos fossem expulsos.

A multidão foi encurralada dentro da igreja, e os muçulmanos invadiram as casas cristãs antes de incendiá-las. A invasão deixou 23 cristãos feridos, sendo que dois deles foram levados para o hospital Victoria, Alexandria, em estado grave. Fontes relataram a destruição completa de 18 casas, quatro lojas e 18 carros. “Essas pessoas estão arruinadas”.

O ataque aos cristãos coptas durou mais de 14 horas. A intervenção tardia das forças de segurança impediu uma chacina. A polícia retirou os fieis de dentro da igreja, no subúrbio de Rifiyah, para suas casas, que agora estão sendo patrulhadas para impedir outros ataques.