Jovem é maltratada pelos próprios pais por se tornar cristã

| 17/06/2010 - 00:00


Os pais muçulmanos de uma garota somali de 17 anos, que se converteu ao cristianismo, a agrediram brutalmente por ter deixado o Islã e a algemaram a uma árvore em sua casa por mais de um mês.

Nurta Mohamed Farah de Bardher, na região de Gedo, Somália, estava confinada em sua casa desde o dia 10 de maio, quando a família descobriu que ela havia se tornado cristã.

“Quando a família da jovem soube que ela havia se tornado cristã, eles a agrediram muito, mas ela permaneceu firme em sua decisão”.

Os pais a levaram para um médico, que receitou uma medicação para “doença mental”. Espantado pela determinação de sua filha em permanecer firme em sua nova fé, seu pai, Hassan Kafi Ilmi, e sua mãe, Hawo Godane Haf, decidiram que a jovem estava louca, e a forçaram a tomar o remédio, que não causou efeito nenhum a respeito de sua mudança de fé.

Tradicionalmente, muitos somalis acreditam que o Alcorão cura os doentes, especialmente os com deficiência mental; por isso, a escritura muçulmana é recitada duas vezes por semana para a jovem.

“Essa menina está muito doente e tem sido submetida a um sofrimento intenso”.

O sofrimento começou quando ela recusou a oferta de sua família de perdoá-la se ela renunciasse o cristianismo. O confinamento teve início depois que a medicação e as punições falharam.

A pequena comunidade cristã na região de Gedo relata que a menina ficava algemada em uma árvore durante o dia, e era colocada em um pequeno quarto escuro durante a noite.

“A comunidade pode fazer muito pouco a respeito das condições da jovem, que está muito ruim, mas já aconselhamos o líder de nossa comunidade a acompanhá-la, mas sem se envolver, para a segurança da jovem. Precisamos de oração e ajuda humanitária, pela liberdade de religião do povo somali.”


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