Ore pelo Brunei

Brunei é formado por uma estreita faixa litorânea e um interior montanhoso, localizado a noroeste da ilha de Bornéu. Densos pântanos e clima úmido marcam a região. Grande parte do interior é coberta por florestas tropicais.

População

O território de Brunei consiste de duas partes sem ligação. Um total de 97% da população vive na parte maior, a ocidental, enquanto que só dez mil pessoas vivem na parte leste, montanhosa, que constitui o distrito de Temburong. As cidades principais são a capital, Bandarn Seri Begawan (em torno de 45 mil habitantes), a cidade portuária de Muara e Seria.

O país tem cerca de 380 mil habitantes, dos quais 66% são malaios e 11% são chineses. Menos de um terço tem idade inferior a 15 anos. Mais de 77% da população vive em áreas urbanas e o restante em vilarejos no interior.

Dois terços da população é muçulmana e há minorias budistas, hinduístas e de outras religiões asiáticas. A fé islâmica continua a invadir estas minorias de forma significativa, obtendo um fluxo anual constante de novos convertidos.

História e governo

Em 1425, o líder hindu de Brunei, Awang Alak Betatar, converteu-se ao islamismo e convidou mestres árabes para iniciar um trabalho missionário no país. Entre os séculos XV e XVII, Brunei foi o centro de um poderoso sultanato que compreendia Sabah, Sarawak e o sul das Filipinas. Esse mesmo sultanato governa o país até hoje, seis séculos depois.

O atual sultão bruneano representa a continuidade de uma das mais antigas dinastias do mundo. Por volta do século XIX, o império de Brunei entrou em declínio devido às guerras, à pirataria e à expansão colonial das forças europeias.

Em 1888, o sultanato tornou-se protetorado britânico. Dezoito anos mais tarde foi instituído o Sistema Residencial, ou seja, um residente britânico aconselhava o sultão em todos os assuntos, com exceção daqueles relacionados aos costumes e tradições malaios e à religião islâmica.

Um acordo em 1959 permitiu que a primeira Constituição fosse outorgada e desse a Brunei um governo próprio. Doze anos depois, o acordo foi revisado e corrigido, propiciando ao país uma total autonomia interna que apenas não abrangia as questões militares e as relações exteriores. Em janeiro de 1984, o país obteve independência total do Reino Unido.

Hoje, Brunei é governado por um sultão que exerce seu poder mediante decretos. A cultura política encoraja uma submissão silenciosa a suas decisões. O povo é amplamente recompensado com centros de recreação e serviços de saúde e educação completamente gratuitos, além do acesso a empréstimos de juros baixíssimos e alta renda per capita.

Não obstante os modernos e suntuosos edifícios públicos, a maior parte do país permanece subdesenvolvida, inexplorada e intocada pelo mundo exterior. A economia é completamente dependente da exploração de petróleo e gás natural.


A Igreja

Os cristãos somam cerca 3% da população. O anglicanismo e o catolicismo correspondem aos dois maiores grupos cristãos. Em sua maioria, os cristãos são chineses ou indianos, havendo poucos bruneanos convertidos. Muitos destes cristãos são estrangeiros que trabalham para as companhias de petróleo. Apesar das restrições, a Igreja mantém um ministério ativo por meio de reuniões, acampamentos e disseminação de literatura cristã.

A Ordem das Sociedades de 2005 exige que todas as organizações religiosas se registrem, exceto os sunitas. A ordem também requer que as organizações deem o nome de todos os seus membros. Há apenas sete igrejas cristãs registradas no país.


A perseguição

De acordo com a Constituição do país, o islamismo é a religião oficial e o sultão é o líder religioso. O direito à liberdade de culto é assegurado para outras religiões, porém, na prática, qualquer forma de evangelismo ou divulgação é proibida. O governo proibiu a importação de materiais de ensino religiosos, ou livros sagrados como a Bíblia, e negou permissão para a criação ou construção de igrejas, templos ou santuários. Ao mesmo tempo, a maioria dos padres e freiras católicos foi expulsa e nenhum cristão professa publicamente a sua fé. Os cristãos preferem manter-se no anonimato, temendo por suas vidas.

Um cristão que vive em Brunei escreveu: "Podemos ser cristãos desde que fiquemos dentro dos limites. Podemos evangelizar nossa própria tribo, mas nunca os muçulmanos. Em 1993, alguns turistas coreanos fizeram uma tentativa de evangelização pública, cantando nas ruas, e foram detidos por uma noite.

Desde 1992, o controle sobre as atividades cristãs intensificou-se. Quando cristãos de um país vizinho tentaram enviar material cristão pelo correio, os destinatários foram interrogados pela polícia e os livros foram confiscados.

Uma denominação pretendia construir casas para abrigar duas novas congregações, mas o governo não deu permissão para construir mais nenhuma igreja. As duas novas congregações tiveram de continuar suas reuniões nos lares. Em outro acontecimento, uma igreja queria ampliar seu próprio edifício, mas as autoridades vieram e derrubaram a nova ala, ordenando que a igreja mantivesse sua área original. Ela optou, então, por uma ampliação vertical, construindo mais andares sobre a área original.

É provável que as restrições ao cristianismo se intensifiquem. O governo sabe que o número de cristãos está crescendo e tenta impedir esta tendência. O governo também está empreendendo uma cruzada islâmica, com algum sucesso entre a população jovem. Para se candidatar a certos empregos, a pessoa deve converter-se ao islamismo primeiro. Nos locais de trabalho, os muçulmanos também procuram converter seus colegas cristãos e não-muçulmanos.

O que podemos fazer nessa situação? Podemos orar. Cerca de dois anos atrás, o Senhor revelou a localização de uma caverna a certo irmão de um grupo intercessor. Seguindo a orientação do Senhor, essa pessoa liderou uma pequena expedição para o lugar. Então, no alto de uma pequena colina aquele grupo encontrou uma caverna, mas ficou desapontado com o tamanho. O Senhor, no entanto, lhes disse que havia um buraco maior no interior. Com alguns explosivos, eles abriram a pequena entrada e realmente encontraram uma caverna de tamanho considerável. Desde então, cerca de 20 cristãos vão ao local regularmente para jejuar e orar durante a noite. "Lá podemos chorar e orar ao Senhor em alta voz sem que outras pessoas nos escutem. É muito mais seguro do que nos demais locais".

"Na caverna da oração, nós oramos pela salvação de mais pessoas. Há profecias que relatam a ida de Brunei a Cristo. Nós acreditamos que um dia isso acontecerá. Oramos pelo governo e, em especial, pelo nosso governante, acreditando que Deus realizará um milagre em seu coração. Pedimos aos cristãos de outros países que permaneçam em oração conosco. Orem para que cresçamos fortalecidos na fé, apesar da perseguição, e que Deus opere grandemente entre nós. O nome completo de nosso país é Negara Brunei Darussalam. A última palavra, darussalam, significa "habitação da paz", uma variação de shalom. Temos esperança que algum dia nosso país seja realmente a habitação da paz de Deus".

Motivos de oração

1. A Igreja sofre com a proibição de suas atividades. Ore para que o governo realmente assegure a liberdade religiosa e suspenda as proibições relacionadas ao culto e à evangelização. Peça que o governo abrande sua posição e permita que os feriados cristãos sejam celebrados pelos estrangeiros residentes no país.

2. Missionários oficiais não são permitidos no Brunei. Ore para que estrangeiros cristãos presentes em Brunei encontrem oportunidades de compartilhar o evangelho com o povo, e que o número de convertidos bruneanos cresça.

3. A população encontra-se em excelente situação socioeconômica devido aos subsídios governamentais. Ore a Deus para que os bruneanos percebam seu vazio espiritual e a necessidade de Jesus Cristo mesmo em meio à opulência material. Peça que ocorra um crescente desejo espiritual que os leve a procurar os cristãos.