Egito condena à morte muçulmano que matou cristãos em tiroteio

Portas Abertas • 17 jan 2011


Uma corte estatal de segurança do Egito sentenciou um muçulmano àmorte por matar seis cristãos coptas e um policial muçulmano em umtiroteio na véspera do Natal Copta, em janeiro de 2010.

MohamedAhmed Hussein, de 39 anos, conhecido como Hamam Kamouni, foi acusadopelo "assassinato premeditado" dos cristãos e do policial e por"intimidar cidadãos" em Nagaa Hamady, no Sul do Egito, após uma missa.

Ojuiz afirmou que a sentença de Hussein será enviada ao grande muftipara confirmação, em referência à maior autoridade religiosa egípcia,que é chamada para confirmar sentenças de morte.

Assentenças dos dois cúmplices de Hussein, Kurashi Abu Haggag e HindawiMuhammed Sayyid, que foram acusados de ajudá-lo no assassinato e deporte de armas, serão anunciadas em 20 de fevereiro.

Oscristãos correspondem a aproximadamente 10 por cento da populaçãomajoritariamente muçulmana do Egito, que tem 80 milhões de habitantes. Aviolência sectária é rara, mas disputas sobre direitos à terra ourelacionamentos pessoais às vezes aparecem.

Nasemana passada, um policial muçulmano foi acusado de matar a tiros umcristão em um trem da cidade de Samalut, no Sul de Egito, e será julgadopor assassinato premeditado.

Umabomba que explodiu no Ano Novo do lado de fora de uma igreja na cidadeportuária de Alexandria matou 23 pessoas e feriu dezenas, no queespecialistas acreditam ter sido o pior ataque a cristãos na históriarecente do Egito.

A explosão causou protestos por parte de cristãos e muçulmanos.

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