Cristãos são surpreendidos pela polícia e sujeitos à multas altas

| 02/02/2011 - 00:00


Após uma batida policial em 22 de janeiro, que surpreendeu um grupo de cristãos protestantes que se reunia num apartamento na cidade de Türkmenabat (antiga Charjou), a corte local impôs multas pesadas a 17 dos presentes ao culto doméstico. O fato foi comunicado à Agência de Notícias Fórum 18 por cristãos que se mantiveram no anonimato por medo de represálias do governo.
 
Um dos cristãos punidos já havia sofrido pressões e sido ameaçado de prisão por exercer seu direito de liberdade religiosa, internacionalmente reconhecido.
Alguns dos protestantes foram multados com base no Artigo 205, parte 2, do Código de Delitos, que pune o “apoio ou participação na atividade de um grupo religioso de organizações religiosas não registradas oficialmente de acordo com os procedimentos legalmente estabelecidos”. O artigo prevê uma multa de cinco a dez salários mínimos, independentemente da renda do infrator. Em outras partes, o Artigo 205 pune também a “violação da Lei sobre Organizações Religiosas”.

Populares ouvidos pela Agência Fórum 18 revelaram que as multas impostas aos cristãos representam entre um e dois meses de salário de um emprego público médio no Turcomenistão. A maioria da população nas cidades, e especialmente nas aldeias distantes da capital, Asgabade, é muito pobre. Na zona rural, a maioria dos cidadãos vive em regime de economia de subsistência sem salário formal. “Eu não sei como essas pessoas conseguirão pagar as multas”, disse um cidadão entrevistado pela Agência de Notícias.

O Fórum 18 não conseguiu ter acesso à polícia de Türkmenabat. Um oficial (que não revelou sua identidade) do Gabinete de Assuntos Religiosos da administração regional contou ao Fórum 18 que o imã, que era o único que podia se pronunciar sobre o caso, não se encontrava no prédio. Este oficial afirmou desconhecer qualquer investida contra os cristãos na cidade.

O telefone de Rustam Jumaniyazov, responsável pela administração municipal de Türkmenabat e pela supervisão dos assuntos religiosos, não atendeu nenhum telefonema feito pelo membro do Fórum 18. Localizado em 28 de janeiro, Gurbanberdy Nursakhatov, o delegado do comitê do governo para Assuntos Religiosos em Asgabade, desligou o telefone assim que o enviado da Agência de Notícias se identificou. As ligações que se seguiram não foram atendidas.


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