Declaração da UE é fraca e tardia contra a violência anticristã

Após duras críticas, na última semana de fevereiro o Conselho de Assuntos Exteriores da UE divulgou uma tão polêmica e discutira declaração para defesa dos cristãos no Oriente Médio. A menção aos cristãos é única num texto de aproximadamente 500 palavras e inclui peregrinos muçulmanos e outras comunidades religiosas na mesma sentença.

O grupo Vigilância da Dignidade Europeia afirma que a declaração intitulada “Conclusions on intolerance, discrimination and violence on the basis of religion or belief” (Conclusões sobre intolerância, discriminação e violência na base da religião ou convicção), falha ao não lidar com a natureza dos ataques violentos contra os cristãos que tem se tornado comum em países dominados pelo islamismo no mundo inteiro e é enfática e clara quanto às críticas.

Críticas

Os cinco ministros das Relações Exteriores e a Alta Representante da UE baronesa Catherine Ashton foram acusados de se prostrar diante dos modismos politicamente corretos. A acusação foi feita por membros do Parlamento da UE, inclusive Franco Frattini, ministro das Relações Exteriores da Itália, que disse que a versão preliminar da declaração mostrava “excesso de secularismo” e pediu, com o apoio do ministro francês, que fosse removida.

David Casa, parlamentar de Malta, disse: “Como é que é possível condenar de forma correta essas atrocidades sem fazer nenhuma menção dos alvos ?”

“Se temos a intenção de gastar o dinheiro dos que pagam o imposto de renda para pagar pedaços de papel rascunhado declarando que as pessoas não deveriam ser mortas à bomba em geral, então deveríamos todos fazer as malas e ir para casa”.

A declaração desta semana dos ministros de Relações Exteriores vem depois de duas outras, que não hesitaram em mencionar os cristãos, feitas pelo Conselho da Europa e pelo Parlamento da UE em 20 de janeiro (leia mais aqui).