A primavera árabe e a liberdade dos cristãos

| 24/05/2011 - 00:00


O exército sírio recentemente cercou a cidade Daraa. Centenas de pessoas morreram no sangrento episódio, chamado de “primavera árabe”.

Enquanto o mundo se solidarizou com as vítimas assassinadas pela repressão do atual presidente Assad, um grupo tem sido esquecido nesse contexto: a população cristã síria. Eles veem com outros olhos o surgimento dessa democracia árabe que está se instalando.

Cerca de 10% por cento da população síria é cristã e o governo sírio tem feito um bom trabalho, tentando defender as minorias religiosas da perseguição.

Mas esse processo de transição de governo traz um dilema para a comunidade cristã da Síria: todo o resto continuará igual. Mesmo que a Síria crie leis mais democráticas, as coisas estão longe de ser diferentes. Com a saída do atual presidente, o país pode se tornar um lugar perigoso para os cristãos.

O que falta em toda essa conversa sobre “primavera árabe” e “democracia” é saber o que realmente significa democracia para os sírios e se ela conseguirá de fato tornar as coisas  necessariamente  melhores para o país.

Regimes autoritários ou democracias fortes forçam a população a seguir as leis do país, podendo oferecer às minorias alguma proteção contra a revolta de multidões. Mas retire toda a autoridade do Estado e, consequentemente, verá que o resultado é a violência. E é disso que os cristãos sírios têm medo, pois é necessário tomar mais atitudes do que simplesmente implantar a democracia e achá-la boa.

A democracia, que é vista no Ocidente como a forma mais justa de governo, não tem a mesma conotação em países do Oriente Médio, como Síria e Egito.


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