Diplomata do Vaticano pede intervenção da ONU

| 20/06/2011 - 00:00


Um diplomata do Vaticano pronunciou que o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos deve intervir no caso de Farah Hatim, uma menina do Paquistão, cuja família afirma que ela foi sequestrada e será forçada a se casar e se converter ao islamismo.

“A liberdade religiosa é um teste para o respeito aos direitos humanos”, disse o arcebispo Silvano Tomasi, chefe da missão Santa Fé. Pelo menos 700 meninas cristãs são sequestradas e forçadas a se converter ao islamismo a cada ano.

O arcebispo Tomasi considerou o crime contra Farah como “uma violação dos direitos humanos, de liberdade de consciência e de religião e abuso da liberdade pessoal. Não existe liberdade de escolher como se quer viver a vida individual”, disse ele.

Tomasi sugeriu que se crie um mecanismo para essas situações, de modo a permitir que o Estado e a família possam investigar e determinar a situação real. “Solidariedade com os cristãos que sofrem por sua fé. Isso deve ser constantemente lembrado.”

O arcebispo ainda disse que “os mecanismos internacionais deveriam proteger essas pessoas perseguidas e as mídias ocidentais deveriam ser “sacudidas”, porque muitas vezes não denunciam a discriminação que sofrem milhões de cristãos.”

O Paquistão enfrenta problemas no sistema de educação, problemas com corrupção e com o extremismo generalizado. A lei da blasfêmia também é um problema, pois é considerada injusta por muitas pessoas, incluindo alguns muçulmanos, existindo o desejo de se alterar essa lei.

“Com a realidade da globalização hoje em dia, todas as sociedades têm de aprender a aceitar um ao outro. A coesão social não deve ser imposta, forçando as pessoas a permanecerem dentro de padrões opressivos”, disse Tomasi, reforçando sua ideia de que todos deveriam ter liberdade religiosa e o direito de poder mudar de religião.

O arcebispo expressou ainda que tem esperança de que as mudanças que estão sendo tomadas no norte da África e no Oriente Médio tragam “uma vida mais digna e livre para todos, incluindo os cristãos do Paquistão”, disse ele.


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