Polícia prende suspeito de assassinar ministro do país

A polícia do Paquistão prendeu um homem suspeito de envolvimento no assassinato do ex-ministro federal das minorias, Shahbaz Bhatti, morto a tiros em março.

A polícia paquistanesa interrogou o suspeito, que foi rastreado através de seu telefone celular, conforme notícias do jornal diário Express Tribune, nessa quinta-feira. Segundo informações, a polícia prendeu, no dia 19 de junho, o suspeito Hafiz Muhammad Nazar, o qual se acredita ter trabalhado com Bhatti, um cristão paquistanês, nos últimos 10 anos. A polícia disse que eles queriam interrogá-lo para saber sobre os cúmplices no crime.

Parece que Nazar havia telefonado a um dos legisladores das minorias do país, Tahir Nazeer, alegando saber quem eram os assassinos de Bhatti, de acordo com os investigadores.

Os relatórios dizem que Nazar fingiu ser um pastor cristão que tinha um rancor pessoal contra o ministro, segundo informações de fontes policiais não identificadas. No entanto, ainda não existe nenhuma testemunha ou prova para comprovar que Nazar estava envolvido no assassinato.

Shahbaz Bhatti era o único cristão no gabinete federal e foi morto em Islamabad, em 2 de março, por três homens armados não identificados. Os assassinos, supostamente, pertenciam ao Talibã paquistanês, pois havia uma nota em que assumiam a autoria do assassinato de Bhatti, já que ele se levantara contra a lei da blasfêmia.

 Bhatti havia dito, em 11 de janeiro, que as leis da blasfêmia eram controversas e deveriam ser reformuladas. Seus comentários foram feitos no mesmo dia de um julgamento no tribunal antiterrorista na cidade paquistanesa de Muzaffargarh. Os dois homens que estavam sendo julgados eram muçulmanos que haviam incorrido na lei da blasfêmia.

Em novembro do ano passado, o papa Bento XVI fez um pedido ao governo do Paquistão para que poupe a vida de Asia Bibi, uma mãe paquistanesa cristã, condenada à morte pela lei da blasfêmia.