O fim do Ramadã e o alívio dos cristãos

Portas Abertas • 30 jun 2017


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Depois do encerramento do Ramadã, após um longo mês de jejum para os muçulmanos, enquanto eles comemoram o Eid al-Fitr (festa de celebração do fim do jejum), pôde-se ver as famílias islâmicas se reunindo e suas crianças usando roupas novas, compradas especialmente para a ocasião. As decorações e as luzes foram retiradas e serão armazenadas até o próximo ano.

“Agora, os muçulmanos de todo o mundo estão contando com a misericórdia de Deus, para que aceite seus jejuns e conceda-lhes bênçãos pelas suas boas ações. Milhões de corações e almas estão ansiosos pela certeza de terem agradado o Todo-Poderoso. Durante 30 dias eles rejeitaram comida e bebida até o pôr do sol, fizeram suas generosas doações aos pobres, além de orações diárias e extensas leituras do Alcorão”, disse um cristão que vive em país de maioria muçulmana.

Segundo ele, o último dia do jejum é decidido pelo avistamento da lua, já que o calendário islâmico é lunar. Cada mês coincide com uma das fases da lua e dura entre 29 ou 30 dias. Antigamente, os muçulmanos costumavam marcar o início de um mês islâmico, observando o céu noturno e a lua crescente (hilal) que marca o início do próximo mês, conforme os ensinamentos do profeta (Maomé).

“E depois de tudo isso, eu finalmente posso comer e beber livremente em público, sem receber os olhares desprezíveis dos praticantes do jejum. Essa alegria não é só minha, mas de milhares de cristãos que estão espalhados por todo o país. Hoje, ao dirigir no calor do meio-dia, eu ainda olhei ao redor para ver se havia alguém me observando antes que eu tomasse rapidamente um gole de água”, disse o egípcio.

Agora virão novas temporadas e isso não significa que a perseguição irá parar. “Mas eu tenho bons pensamentos em mente e quando fecho os olhos, penso no milagre. O Eid al-Fitr me traz uma visão alegre, então eu penso como deve ser a alegria eterna, com a paz e a esperança que Jesus nos dá. Os muçulmanos também podem sentir essa alegria se buscarem o verdadeiro Deus, pois nada é impossível ao Salvador”, conclui o cristão.

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