O que o Natal significa para você?

De envergonhado e depressivo a orgulhoso e alegre: como o ministério infantil mudou a vida de Adel

| 23/12/2021 - 08:00

Antes de frequentar o ministério infantil, o Natal para Adel era apenas um dia em que recebia um presente (imagem representativa)

Antes de frequentar o ministério infantil, o Natal para Adel era apenas um dia em que recebia um presente (imagem representativa)


Para Adel*, de 10 anos, do Egito, o Natal não passava de um dia em que recebia um presente da igreja. Embora uma criança de 10 anos não se importe muito com qual religião pertence, o menino foi ridicularizado e discriminado pela identidade cristã. Mas, por causa do ministério infantil de uma igreja local apoiada pela Portas Abertas, agora ele tem um relacionamento com o Senhor e sabe como responder às mentiras que contam a ele sobre a fé cristã.

Nessa época, árvores de Natal bem iluminadas estão por todos os lados, grandes projeções iluminam prédios para desejar a todos um “Feliz Natal” e as mais alegres músicas natalinas tocam nas lojas. Todos que visitam Cairo, a capital do Egito, durante a época de Natal podem achar que não existe perseguição no país.

Porém, é só passar um dia no lugar do pequeno Adel que você perceberá que nada é mais falso que isso. Principalmente na periferia do Cairo, onde ele vive, em um bairro pobre muito distante das cintilantes luzes das decorações de Natal, há um alto nível de perseguição. Violência, assédio e discriminação são uma realidade na vida de adultos e crianças.

A realidade de Adel

Apesar de ser cristão, Adel nunca tinha frequentado escolas bíblicas ou aprendido sobre Deus em casa (imagem representativa)


Foi em uma igreja nessa vizinhança onde encontramos Adel e Marta*, que atua no ministério infantil. Embora Adel tenha só 10 anos, parece muito mais velho. Suas roupas estão sujas já que veio direto do trabalho, uma oficina de coleta de lixo. Seus olhos possuem uma seriedade que não se espera de uma criança.

Adel tem muito com o que lidar em sua jovem vida: crescer em uma profunda pobreza e ter um pai viciado em álcool o forçou a trabalhar desde muito cedo. Se não trouxesse dinheiro suficiente para casa no fim do dia, o pai lhe batia. “Eu odiava minha vida e não sabia qual o propósito disso”, compartilha Adel.

O menino nunca tinha ido a uma escola dominical ou aprendido muito sobre Deus em casa. “A oração do Pai Nosso era tudo que eu sabia”, disse. Sua primeira vez em uma igreja foi para ganhar um presente de Natal, porém nunca se aprofundou no evangelho.

Uma ponta de esperança

  Quando ouviu sobre o ministério infantil, decidiu frequentar as aulas (imagem representativa)


Enquanto isso, no trabalho, Adel era humilhado pelo chefe e pelos colegas de trabalho. Ele recebia menos que os demais trabalhadores muçulmanos e os colegas tiravam sarro dele, chamando-o de louco por ser cristão. “Eu não sabia muito sobre Deus, então não sabia o que dizer quando me diziam coisas ruins sobre Jesus. Eu não tinha nenhuma resposta e também não tinha ninguém para pedir explicações. Eu me envergonhava de ser cristão”, explica Adel.

Adel procurava uma forma de fugir de sua infelicidade. Ele sentiu uma ponta de esperança quando ouviu sobre as aulas do ministério infantil e descobriu que eram em sua folga. Foi quando tomou uma decisão: “Eu decidi ir o máximo possível às aulas. Apesar disso, eu sempre saía logo depois da aula e nunca ficava para os momentos de comunhão ou brincava com as outras crianças. Tinha que voltar para terminar meu trabalho”, contou.

Foi depois de uma das aulas do ministério infantil que Marta reparou pela primeira vez em Adel. “Ele estava sentado sozinho no corredor, enquanto as outras crianças brincavam em volta dele. Quando olhei em seus olhos pela primeira vez, vi uma pessoa perdida. Ele me contou sobre sua vida e doeu ouvir o que me contou”, ela disse.

Um novo capítulo


Marta, que atua no ministério infantil, passou a acompanhar Adel mais de perto (imagem representativa)


Marta se tornou a amiga cristã que Adel sempre quis. Ela acompanhou de perto o menino enquanto ele continuava frequentando as aulas. Um novo capítulo começou na vida de Adel. “Um dos tópicos mais importantes que conversei com ele foi sobre ‘Deus ser pai’. A imagem dele de Deus era distorcida já que o próprio pai não era um bom exemplo.”

Durante as aulas e conversas com Marta sobre isso, Adel aprendeu que foi criado de forma única e que era conhecido por Deus antes mesmo de nascer. Foi quando construiu um relacionamento com seu salvador. “Conhecer a Deus fez eu me sentir feliz. Eu sei que tenho um pai no céu que posso conversar sempre. Isso é maravilhoso”, Adel disse. Além de construir um relacionamento com Cristo, o menino também aprendeu como defender sua fé dos principais mal-entendidos. Ele até mesmo ousou conversar com os colegas de trabalho.

Adel agora sabe que Deus o criou por um propósito e que ele é conhecido pelo Senhor antes mesmo de nascer. “Ele sabe que tem uma missão”, disse Marta. “Sim, eu quero falar para as pessoas sobre Deus. Quero compartilhar sobre ele com muitas pessoas”, Adel complementou.

*Nomes alterados por segurança.


Presentes de Esperança

Este Natal será especial para Adel: pela primeira vez o presente físico que ganhará na igreja não será o destaque. O mais importante será a celebração de Jesus Cristo, o filho de Deus, que veio à Terra porque amou um pequeno menino pobre no Egito e tantos outros. Adel é apenas uma das aproximadamente 5 milhões de crianças cristãs no Egito. Este ano, nós alcançamos 23,5 mil crianças por meio de ministérios e apologéticas infantis, em que as crianças aprendem a defender sua fé de mal-entendidos. Mas nesse Natal, queremos ajudar outros cristãos que vivem em países perseguidos com presentes de esperança. Você ajudará a abençoá-los?



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