O que todo cristão precisa saber sobre o Boko Haram

Portas Abertas • 26 mai 2017


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Recentemente, manchetes em todo o mundo declararam boas notícias sobre o resgate de mais 82 meninas de Chibok. No entanto, para muitos leitores, é difícil entender o que realmente acontece à milhas de distância. Há 5 pontos relevantes que merecem ser observados sobre o Boko Haram e que podem ajudar os cristãos a entender o pensamento e o objetivo do grupo que vêm realizando sequestros e ataques contra os cristãos. O longo período de tensão vivido pela igreja na Nigéria não começou de repente. Entenda as motivações do grupo:

1. Integrantes do Boko Haram se identificam como jihadistas e são motivados religiosamente
O termo árabe ""Boko Haram"" é basicamente traduzido por uma frase ideológica: ""educação ocidental é proibida"" ou ainda ""educação não islâmica é pecado"". O grupo se definiu publicamente como ""pessoas comprometidas com os ensinamentos do profeta para propagação da jihad (luta islâmica). Na Nigéria, eles foram apelidados de ""Taliban Nigeriano"".

2. O grupo extremista encara a violência como uma ""revolta contra quem defende o cristianismo""
Eles entraram em conflito com as autoridades governamentais, acusando-os de permitir um modo de vida não islâmico na Nigéria, aceitando a cultura ocidental e o cristianismo no país. Tropas nigerianas precisaram intervir contra a violência deles, por volta de 2004, ocasião em que muitos do grupo morreram. Cerca de 60 sobreviventes invadiram um posto policial, dando início a uma batalha de dois dias, que matou outros 28 rebeldes. O Boko Haram então declarou que esperava que os demais muçulmanos fossem inspirados por essa atitude violenta e pelos confrontos mortais. A palavra ""revolta"" passou a definir o objetivo do grupo.

3. Eles se organizaram nessa ""revolta coletiva"" e passaram a atacar com mais frequência
A partir de 2009, a violência se espalhou ainda mais na Nigéria, quando oficiais do governo tiveram um confronto com o Boko Haram, o que desencadeou mais 5 dias de guerra. Munidos de fuzis, facões, machados e bombas caseiras, os extremistas atacaram delegacias de polícia e mais de 700 militantes morreram, entre eles o líder do grupo, Yusuf. Com a perda do líder, que era muito respeitado, aumentou a tensão. Os rebeldes passaram a planejar ataques mais sofisticados, como dirigir um carro bomba para a sede da ONU, em Abuja, por exemplo. Depois disso, os ""ocidentais"" entre eles cristãos, passaram a ser sequestrados também.

4. Boko Haram passou a ter como principal alvo: cristãos, militares e civis
Em 2013, o grupo passou a concentrar os ataques em escolas e igrejas, matando dezenas de crianças. Mais tarde, naquele ano, atacaram também 50 cristãos em igrejas, por três domingos consecutivos.?Em 2014, sequestraram as meninas de Chibok.

5. O novo líder do Boko Haram está determinado a erradicar o cristianismo na Nigéria
Em 2016, Abu Musab al-Barnawi foi nomeado o novo líder de Boko Haram.?Ele anunciou uma guerra contra o Ocidente, dizendo que os ocidentais estão tentando ""cristianizar"" a Nigéria. O líder também prometeu não atacar mais os muçulmanos neutros e ameaçou bombardear igrejas e matar cristãos. O grupo continua a recrutar cidadãos para essa guerra e tem prometido fidelidade aos jihadistas de todo o mundo. Enquanto organização, eles incentivam pequenas células a realizar atos de violência contra o governo nigeriano. O presidente Buhari se comprometeu a equipar as forças de segurança para dispersar os extremistas, mas os atos criminosos contra os cristãos continuam.

A Portas Abertas tem trabalhado muito para ajudar os cristãos perseguidos na Nigéria, fornecendo ajuda humanitária através de parceiros locais, aconselhamento pós-trauma, discipulado, restauração de casas e igrejas, além de todo tipo de alívio emergencial.

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