Ore por nove cristãos presos no Irã

A Suprema Corte pediu a revisão das sentenças e ordenou um novo julgamento para os ex-muçulmanos

| 26/11/2021 - 15:40

Os cristãos presos são acusados de agir contra a segurança nacional

Os cristãos presos são acusados de agir contra a segurança nacional


A Suprema Corte do Irã ordenou uma revisão das sentenças de nove cristãos ex-muçulmanos, dizendo que eles não deveriam ter sido acusados de “agir contra a segurança nacional”. Essa é uma acusação frequentemente usada para condenar cristãos no país. A Suprema Corte ordenou um novo julgamento em um tribunal revolucionário que pode levar à libertação dos nove cristãos.

A decisão tem o potencial de ser histórica, pois pode afetar os casos de 20 ex-muçulmanos que estão atualmente na prisão sob acusações de “ações contra a segurança nacional”. “A decisão tem o potencial de influenciar todos os casos atuais e futuros envolvendo cristãos de língua persa”, veiculou a organização cristã de direitos humanos Article 18.

“Abordamos esta notícia com um nível de otimismo cauteloso, pois a decisão não é final. Portanto, embora saudemos esta decisão e seu potencial, aguardamos em espírito de oração o resultado do novo julgamento, no qual muitos outros fatores podem contar”, disse Mansour Borji, diretor da Article 18.

Os nove cristãos cujas penas podem ser revogadas foram presos em janeiro e fevereiro de 2019 e são membros de uma igreja doméstica na cidade de Rasht, no Norte do Irã. São eles: Khalil Deghanpour, Hossein Kadivar, pastor Abdolreza (Matthias) Haghnejad, Kamal Naamanian, Mohammad Vafadar, Mohammad (Shahrooz) Eslamdoust, Babak Hosseinzadeh, Mehdi Khatibi e Behnam Akhlagh.

Em outubro, cada um deles foi condenado a cinco anos de prisão sob a acusação de “agir contra a segurança nacional promovendo o sionismo cristão”. Eles apelaram das sentenças, mas sem sucesso.

Detalhes do pedido de revisão


A Suprema Corte da capital do Irã, Teerã, disse que a decisão do tribunal inferior justificava uma revisão “com base em que a promoção do cristianismo e do evangelismo sionista em casas particulares não é um exemplo de reunião e conluio contra a segurança interna ou externa”, relatou a organização Middle East Concern.

O tribunal também considerou que o caso dos nove homens “não atendia à definição de estabelecimento de grupos com o objetivo de perturbar a segurança nacional, conforme definido pelos artigos 499 e 500 do Código Penal” e que “promover o cristianismo e estabelecer uma igreja doméstica não são considerados crimes”. A decisão da Suprema Corte é de 3 de novembro, mas só foi anunciada agora.

Algumas semanas atrás, dois dos nove prisioneiros, Babak Hosseinzadeh e Behnam Akhlaghi, gravaram mensagens de vídeo durante uma breve licença da prisão. No vídeo, eles pediam ao governo do Irã que explicasse onde eles poderiam ir à igreja após sua libertação em alguns anos.

Há quatro igrejas de língua persa no Irã que permanecem abertas, mas são altamente vigiadas e não podem receber visitantes ou novos membros, forçando os cristãos ex-muçulmanos a se reunirem para o culto em suas casas, o que não é permitido. A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou na semana passada uma resolução destacando “padrões generalizados de graves violações dos direitos humanos” no Irã, inclusive contra as minorias religiosas.


Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

Instagram

© 2021 Todos os direitos reservados

INÍCIO
LISTA MUNDIAL
DOE