Pastor é liberto em meio à repressão na Nicarágua

O pastor Rudy Palacios foi liberto da prisão no início de janeiro deste ano. Ele foi condenado em julho do ano passado pelo governo nicaraguense a mais de seis meses de detenção com familiares e membros da igreja, incluindo sua irmã, Jessica Palacios. Entenda como é a perseguição a cristãos na Nicarágua na Lista Mundial da Perseguição 2026.
O pastor Rudy foi preso depois de denunciar publicamente a violência estatal na Nicarágua durante os protestos de 2018. Embora tenha saído da prisão, ele não está totalmente livre. Ele, sua irmã e outro parente permanecem em prisão domiciliar e sob vigilância constante.
Líderes cristãos estão preocupados com pressão na Nicarágua
Segundo organizações de direitos humanos, outros 29 presos políticos foram detidos no mesmo dia que o pastor Rudy. Um deles, o ativista Mauricio Alonso Petri, morreu sob custódia em agosto. Outros presos foram liberados sob medidas restritivas que exigem apresentações regulares à polícia.
O governo afirmou que as libertações marcaram o 19º aniversário da atual administração da Nicarágua. Analistas, porém, relacionam a decisão às tensões regionais após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, o que teria abalado a liderança política da Nicarágua que fazia parte do bloco bolivariano com Cuba e Venezuela.
Embora a libertação do pastor Rudy tenha sido recebida com alívio, líderes cristãos alertam que a situação permanece instável. Pastores descrevem um ambiente marcado por vigilância constante, autocensura e desconfiança. Eles temem que a repressão restrinja ainda mais a voz da igreja. Saiba mais sobre a perseguição aos cristãos na América Latina.
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