Perseguição a minorias religiosas e missionários na Rússia

Cerco se fechou ainda mais desde que Putin assumiu pela segunda vez, em 2012, com introdução da lei anti-missionários

Portas Abertas • 14 dez 2018


A perseguição religiosa atinge também a Rússia

A perseguição religiosa atinge também a Rússia

A diretora do programa russo da Human Rights Watch (organização não-governamental internacional que defende e realiza pesquisas sobre os direitos humanos), Tanya Lokshina, afirmou que desde que Vladimir Putin se tornou presidente da Rússia novamente em 2012, houve um aumento da repressão dos direitos humanos no país. “Não há nenhum sinal de que a perseguição a minorias religiosas e missionários estrangeiros tenha um fim”, afirmou Tanya.

Entre os desafios que os russos enfrentam está a repressão da liberdade religiosa, desde que a chamada “lei anti-missionários” foi introduzida, dois anos atrás. Sob essa lei, indivíduos processados enfrentam pesadas sentenças, de até seis anos de prisão e, para os estrangeiros, a deportação.

Um missionário americano, Donald Ossewaarde, foi um dos primeiros condenados sob essa lei. Em março de 2017, ele preencheu um formulário do Tribunal Europeu de Direitos Humanos alegando que seu direito à liberdade religiosa havia sido violado pela lei, quando foi acusado de conduzir “atividades missionárias ilegais”. Ele realizava encontros bíblicos semanais na sua casa há mais de 14 anos, na cidade de Oryol, antes da introdução da lei.

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