Professores são alvo de extremistas no Quênia

Afastamento dos profissionais das escolas coloca crianças e adolescentes em risco

Além dos cristãos, os professores também são alvos dos ataques no Quênia. Os militantes do Al-Shabaab têm atuado principalmente nas áreas rurais nas fronteiras próximas à Somália. Segundo o artigo do jornal The Guardian, publicado em 10 de março, “milhares de professores deixaram os cargos nos últimos dois meses", assim que as autoridades locais começaram a retirar os profissionais das salas de aula nas escolas públicas.

A Portas Abertas noticiou que o grupo radical havia assassinado três professores de uma escola primária em Karmuthe, condado de Garissa. De acordo com o relatório da Live Now Africa, houve oito incidentes semelhantes na região este ano. Em 2015, a Universidade de Garissa foi cercada e atacada, resultando na morte de 148 pessoas e no ferimento de outras 79. Um analista de perseguição da Portas Abertas questiona a ação do governo: “Pode-se argumentar que a única maneira de salvar a vida dos professores é que eles se retirem, mas vários fatores falam contra isso”, explica.  

Segundo ele, a ação cria uma crise educacional na região e incentiva os radicais a ampliar os ataques a outras instituições públicas. Outro problema é que a retirada dos professores e fechamento das escolas pode servir como propaganda em favor do extremismo islâmico. “Alguns desses jovens em idade escolar podem acabar em uma situação em que a única perspectiva de vida parece ser o recrutamento para o extremismo religioso. Portanto, é imperativo que as autoridades locais responsáveis pelo fechamento das escolas encontrem outras alternativas, em vez de se curvarem à influência de grupos islâmicos radicais", completa.

Pedidos de oração