Um líder inesperado para um país em crise

Entenda como Juan Guaido, jovem político da Venezuela, tem assumido o papel de presidente interino do país

| 29/05/2019 - 12:00

Juan Guaido despontou rapidamente na política da Venezuela (AFP/Getty)

Juan Guaido despontou rapidamente na política da Venezuela (AFP/Getty)


[Atualizado em 5 de junho de 2019 às 16h23]

Juan Guaido, da Venezuela, se tornou um líder da forma mais inesperada. Seu amadurecimento como político foi repentino, uma surpresa para muitos venezuelanos, que até recentemente nunca tinham ouvido falar dele. Em janeiro deste ano, uma série de movimentos estratégicos do partido Vontade Popular, que ele ajudou a criar em 2009 junto com o líder da oposição Leopoldo Lopez (sob prisão domiciliar até poucas semanas atrás e banido de qualquer ativismo político), abriu o caminho para que entrasse no holofote e desafiasse Nicolás Maduro, atual presidente.

Guaido tomou posse como presidente da Assembleia Nacional em 5 de janeiro deste ano. Quatorze dias depois, ele jurou “assumir o poder executivo nacional”, alegando que a suposta natureza “fraudulenta” da eleição ocorrida em maio de 2018 para renovar o mandato de Nicolás Maduro deixou o país sem um presidente legítimo. No dia 23 de janeiro, Guaido se autoproclamou “presidente interino” durante um discurso em Caracas, em frente a milhares de pessoas. O dia marcava o 61º aniversário do fim do regime militar de Marcos Perez Jimenez, que governou o país por cinco anos.

Desde então, Guaido não parou sua missão de acabar com o mandato de Maduro, liderando o que descreve ser “uma transição para democracia” e chamando por eleições presidenciais. Jovem e decidido, ele representa uma nova geração de políticos. Em uma entrevista recente de Caracas, um de seus amigos mais próximos, o líder da oposição Freddy Guevara, disse ao jornal britânico The Guardian que “Guaido é um guerreiro, um eterno otimista. Ele é humilde e sincero. Se dá bem com todo mundo e não tem o perfil típico de um político”.

Conheça o pastor Reginaldo
Em outro país com instabilidade política, Cuba, Reginaldo é pastor há 17 anos. Apesar de Venezuela e Cuba não fazerem parte da Lista Mundial da Perseguição 2019, há perseguição aos cristãos em ambos.

Reginaldo é diretor de uma escola de formação missionária e participa da seleção, treinamento e envio de plantadores de igrejas. Segundo ele: “Em nosso país, o governo tem controle absoluto sobre todas as entidades governamentais e não governamentais e trabalha abertamente com pessoas infiltradas nas igrejas. O objetivo é impedir o desenvolvimento das mesmas. Também somos vigiados durante os cultos”.

Você pode conhecer mais o testemunho do pastor Reginaldo e sobre a perseguição aos cristãos em Cuba, já que entre os dias 22 de agosto e 9 de setembro, ele estará no Brasil. Ele ministrará nas cidades de São Paulo, Curitiba, Distrito Federal e Ribeirão Preto. Convide-o para estar em sua igreja.


Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

Instagram

© 2021 Todos os direitos reservados

INÍCIO
LISTA MUNDIAL
DOE