Vizinhos jogam água quente em menino cristão
Publicado em 29 jun 2023

Ariful*, um menino cristão de oito anos, nasceu em uma comunidade muçulmana rígida em Bangladesh que não aceita a conversão da família dele ao cristianismo e recentemente foi vítima de ataque de vizinhos muçulmanos radicais.
Perseguição à família
Jahangir*, pai de Ariful, foi o primeiro a ser perseguido. Por causa da fé em Jesus, ele teve muita dificuldade para encontrar emprego no vilarejo. As pessoas sabiam que ele tinha deixado o islã e que toda a família também seguia a Jesus, por isso, buscavam prejudicá-lo de todas as formas.
Para sobreviver, ele deixou o vilarejo e se mudou com a família para Daca, capital de Bangladesh, mas não demorou muito para quea perseguição recomeçasse. Provocações e ofensas eram despejadas sobre a família diariamente.
Ataque
Até que no final de maio vizinhos invadiram a casa da família e jogaram água quente na cabeça de Ariful, que estava sozinho enquanto os pais trabalhavam.
Enquanto os perseguidores fugiam, alguns vizinhos socorreram o menino que ficou internado por dez dias sob tratamento intensivo para as queimaduras na cabeça, no rosto, no peito e nas costas.
Sem recursos
Jahangir e a esposa denunciaram o ataque à polícia,mas os agressores permanecem escondidos e nenhum suspeito foi interrogado. Jahangir continua trabalhando dia após dia para alimentar a família e pagar os remédios de que Ariful precisa para se recuperar.
Parceiros locais da Portas Abertas ajudaram a família de Ariful a comprar alguns dos remédios de que o menino precisa. “Infelizmente, não é o suficiente para o tratamento completo. Continuamos orando pela recuperação de Ariful”, conta um parceiro local. Ore pelo pequeno Ariful e sua família.
*Nomes alterados por segurança.
A Redação Portas Abertas Brasil é a equipe editorial com mais de 40 anos de atuação na cobertura da perseguição aos cristãos no mundo. Publica notícias baseadas em relatos diretos de correspondentes e cristãos locais em mais de 70 países. Nosso processo editorial é baseado em verificação, contextualização e avaliação de riscos. A identidade das fontes é preservada quando há risco de segurança, sem comprometer a veracidade dos fatos.
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